Influência de doses de fluazifop-p-butil no consórcio entre girassol e Urochloa brizantha

Paulo Henrique Ramos Cabral, Leandro Spíndola Pereira, Isabella Sichierski Cardoso, Katia Cylene Guimarães, Jeovane Nascimento Silva, Adriano Jakelaitis

Resumo

A cultura do girassol constitui-se em opção vantajosa para o cultivo de safrinha no Cerrado brasileiro. Além disso, consorciado com gramíneas forrageiras pode ser uma alternativa viável para formar palhada para o sistema plantio direto ou para a adoção do sistema de integração lavoura-pecuária. Objetivou-se nesta pesquisa avaliar os efeitos de doses reduzidas do herbicida fluazifop-p-butil no desempenho da cultura do girassol e da forrageira consorciada, na comunidade de plantas daninhas e na pastagem formada após a colheita do girassol. O delineamento usado foi em blocos casualizados com quatro repetições. Testaram-se seis subdoses do herbicida fluazifop-p-butil: 0; 12,5; 25; 37,5; 50 e 100 g ha-1 e duas testemunhas formadas pelos monocultivos de U. brizantha e girassol. O herbicida fluazifop-p-butil mostrou-se fitotóxico para a U. brizantha cv. BRS Piatã consorciada e o aumento das doses favoreceu a cultura do girassol. Todavia, após a colheita do girassol nas maiores doses do herbicida observaram-se menor cobertura do solo pela pastagem, com redução do rendimento forrageiro e da qualidade da forragem. A forrageira U. brizantha cv. BRS Piatã é competitiva com o girassol e doses reduzidas do herbicida, principalmente entre 12,5 e 25 g ha-1, proporcionaram até 50% de redução do rendimento de forragem consorciada, se comparado à forrageira estabelecida na ausência do herbicida. O aumento das doses do herbicida favoreceu a ocupação de plantas daninhas dicotiledôneas na área, porém a ocupação do espaço pela forrageira nas maiores doses reduziu a infestação da comunidade infestante.

Palavras-chave

herbicida; plantas daninhas; integração lavoura-pecuária; Helianthus annuus

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