PANOPTISMO ÀS IDENTIDADES EDUCACIONAIS DE PASSAROFES DE UMA ESCOLA DO CAMPO: INADUBAÇÕES SOBRE O ISSO

Raoany de Souza Ribeiro, Giseli Monteiro Gagliotto

Resumo

Objetivamos primeiramente, fomentar o estranhamento/curiosidade nas palavras diferentes no título deste trabalho. Sobretudo, a pretensão central dessa pesquisa é trabalhar o conceito de panoptismo de Foucault, como questões de vigília e controle das identidades de passarofes (palavra que mistura pássaro com professor junto a uma linguagem não-binária) de uma escola do campo, trazendo conceitos como inadubação (não-dito e suas consequências), assim como o isso, referindo-se ao como es passarofes se direcionavam ao falar de lesbianidades. Este artigo então é um recorte de uma das questões abordadas na dissertação de mestrado chamada: Discursos e Não-Discursos do Isso: passarofes de uma escola do campo, inadubações e lesbianidades cis. Utilizamos como diálogo teórico, um artigo produzido anteriormente pelas mesmas autorias, cujo título é: Panoptismo às identidades lésbicas: a escola que vigia, rotula, pune e controla. Percebemos, então, que existem hierarquias de controle e poder dependendo de quem, quando e onde são alvos do panoptismo, neste caso, es passarofes como um lugar mais privilegiado em relação a alunes, e desprivilegiado em relação à coordenação, diretoria, governo, Estado ou sistema educacional brasileiro. Olhos que se observam e se vigiam a partir de uma escada de privilégios sociais diante de suas identidades e de seus corpos.

Palavras-chave

Panoptismo; identidade; passarofes; lesbianidades cis; escola do campo.

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