REVOLTA MEESEEKS E A PROBLEMÁTICA DA VONTADE: SCHOPENHAUER, NIETZSCHE, “RICK AND MORTY”

Alexandre Luiz Polizel, Moises Alves de Oliveira

Resumo

Objetiva-se traçar considerações acerca da problemática da vontade a partir das considerações de Arthur Schopenhauer, Friedrich Nietzsche e da animação televisiva “Rick and Morty”. Inspirado nas considerações dos Estudos Culturais, reconhecendo o potencial pedagógico dos discursos que circulam as microfísicas das relações sociais em múltiplos territórios de veiculações discursivas. Neste tocante, o presente ensaio utiliza da filosofia da vontade Schopenhauriana, Nietzscheana e na animação televisiva “Rick and Morty”, utilizando o quinto episódio da primeira temporada intitulado: “A revolta dos Meeseeks”. Os Meeseeks são personagens, sendo estes o Outro-representação, sujeito-vontade, e são evocados apenas ao serem colocados em movimento, produzidos pelo acionar do mecanismo baseado no acionar por uma vontade e, estas operações são voltadas a aprimorar as relações: a) dos Outros para consigo; b) de si para consigo mesmo; c) para o aprimoramento de uma habilidade pessoal; d) para execução de alguma tarefa. Evidencia-se no campo da vontade: a) Meeseeks como seres monstruosos produzidos pela canalização egoísta da vontade; b) Meeseeks como produtores do outro à medida que suas vontades insaciáveis é a realização da vontade do outro; c) Meeseeks atuantes de uma ética da compaixão, à medida que suprimem sua própria existência-vontade afim de sanar as vontades do outro.

Palavras-chave

Pedagogias Culturais; Vontade; Rick and Morty

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