Avaliação da lombalgia, comprimento muscular e alterações na lordose lombar em corredores

Barbara Vendramini Marchetti, Bruna Lima Selau, Fernanda da Silva Medeiros, Claudia Tarragô Candotti

Resumo

O objetivo do estudo foi verificar a relação entre tempo de prática da corrida de rua com a lombalgia, o encurtamento muscular e a postura da coluna lombar, e identificar se o tempo de prática influencia a postura da coluna lombar, o comprimento muscular de músculos extensores do quadril e da cadeia posterior. Trinta corredores de rua com idades entre 18 a 80 anos, divididos em três grupos (iniciantes, intermediários e avançados), foram avaliados quanto: à presença de lombalgia – a partir de um questionário; ao comprimento muscular de isquiotibiais – a partir da mensuração da amplitude de movimento (ADM) da flexão do quadril; ao comprimento muscular da cadeia posterior - mensuração da distância entre os dedos da mão e o solo; e ao ângulo da lordose lombar – utilizando o instrumento flexicurva. Os dados foram analisados por ANOVA one-way e pelo teste de correlação de Spearman (a<0,05). Não houve correlação entre queixa de dor e comprimento de isquiotibiais, comprimento da cadeia posterior e ângulo da lordose lombar. Foi encontrada correlação significativa entre comprimento de isquiotibiais e comprimento da cadeia posterior somente para o grupo intermediário. A literatura não apresenta consenso quanto à relação entre flexibilidade de isquiotibiais e lombalgia, bem como entre a queixa de dor lombar e o ângulo da coluna lombar, da mesma forma que o atual estudo. Verificamos que a prática da corrida não teve influência na dor e nos encurtamentos musculares, independentemente do tempo de prática. 

Palavras-chave

Corrida; Dor lombar; Postura; Flexibilidade.

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