Atividade física no lazer, capacidade aeróbia percebida e bem-estar subjetivo de acadêmicos de educação física em diferentes fases do curso

Carlos Eduardo Vieira Meira, Rubian Diego Andrade

Resumo

Objetivo: Este estudo teve como objetivo identificar como se comportam as variáveis, atividade física no lazer, capacidade aeróbia percebida e o bem-estar subjetivo de acadêmicos ao longo do curso de Educação Física. Método: Para esse estudo foram utilizados três instrumentos, sendo estes a Escala de Bem-estar Pessoal (PWI), Escala de Práticas no Lazer e a Escala de Capacidade aeróbia Percebida. Resultados: Foram avaliados 115 acadêmicos (79 mulheres e 36 homens), com média de idade de 25,01 (6,2) anos. Identificou-se que 87,5% dos acadêmicos foram considerados ativos fisicamente no início do curso, 95,5% no meio e 91,3% no final. Já para elevada capacidade aeróbia percebida, os resultados foram de 41,7% no início, 40,9% no meio, e 30,4% no final. Quanto ao bem-estar subjetivo, 25% no início, 22,7%, no meio e 34,8% no final do curso foram classificados com alta satisfação com a vida. Conclusão: Os acadêmicos mantem-se fisicamente ativos durante todo o curso. No entanto, esses resultados não corroboraram com a variável capacidade aeróbia percebida que apresentou tendência a diminuir na comparação entre as fases. Quanto à variável de bem-estar subjetivo, permaneceu baixa ao longo do curso, com tendência de aumento no final da graduação.

Palavras-chave

Vida Acadêmica, Atividade Física de Lazer, Bem-estar Subjetivo, Capacidade Aeróbia Percebida

Referências

ANDRADE, R.D.; BARBOSA, D.G.; FÉLDEN, E.P.G. Capacidade preditiva do domínio físico-esportivo da escala de práticas no lazer (EPL) para discriminação de níveis suficientes e insuficientes de atividade física. XI Congresso Brasileiro de Atividade Física e Saúde, Florianópolis, v. 22, p. 510-639, 2017.

ANDRADE, R.D.; BARBOSA, D.G.; FÉLDEN, E.P.G. Validade de construto e consistência interna da escala de práticas no lazer para adultos. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro. v. 23, n. 2, p. 519-528, 2018.

BAUMANN, M.; IONESCU, I.; CHAU, N. Psychological quality of life and its association with academic employability skills among newly-registered students from three European faculties. BMC psychiatry, Londres. v. 11, n. 1, p. 63, 2011.

BENAVENTE, S.B T.; ALS, C. Respostas fisiológicas e emocionais ao estresse em estudantes de enfermagem: revisão integrativa da literatura científica. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 24, n. 4, p. 571-6, 2011.

CARVALHO, A. M. Nível de atividade física, capacidade cardiorrespiratória e estilo de vida em estudantes universitários. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2016.

CASPERSEN, C. J.; POWELL, K. E.; CHRISTENSON, G. M. Physical activity, exercise, and physical fitness: definitions and distinctions for health-related research. Public health reports, Rockville, v. 100, n. 2, p. 126, 1985.

CUMMINS, R.A.; ECKERSLEY, R.; PALLANT, J.; VUGT, J.V.; MISAJON, R. Developing a national index of subjective wellbeing: The Australian Unity Wellbeing Index. Social indicators research, Boston, v. 64, n. 2, p. 159-190, 2003.

DAVIM, R.M.B.; TORRES, G.V.; DANTAS, S.M.M.; LIMA, V.M. Estudo com idosos de instituições asilares no município de Natal/RN: características socioeconômicas e de saúde. Revista Latino-Americana de Enfermagem, São Paulo, v. 12, n. 3, p. 518-524, 2004.

DIENER, E.; SCOLLON, C. N.; LUCAS, R. E. The evolving concept of subjective well-being: The multifaceted nature of happiness. In: Assessing well-being. Springer: Dordrecht, 2009.

FERRARI, E. Pesquisa Descritiva. In: SANTOS, S. G. Métodos de Pesquisa Quantitativa Aplicadas à Educação Física. 1ª Ed. Florianópolis: Tribo da Ilha. 2011. Cap.5 p.81-91.

IPAQ RESEARCH COMMITTEE. Guidelines for data processing and analysis of the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ)-short and long forms, 2005. Disponível em: Acessado em: 22 de outubro de 2018.

JANSSEN, I.; LEBLANC, A. G. Systematic review of the health benefits of physical activity and fitness in school-aged children and youth. International journal of behavioral nutrition and physical activity, Londres, v. 7, n. 1, p. 40, 2010.

KRUG, H.N.; CONCEIÇÃO, V.J.S.; KRUG, R.R.; TELLES, C.; FLORES, P. Expectativas de atuação profissional de acadêmicos ingressantes e concluintes no curso de licenciatura em educação física. Biomotriz, Cruz Alta, v. 11, n. 2, p. 84-108, 2017.

MARANHÃO NETO, G.A.; LEON, A.C.M.P.; FARINATTI, P.T.V. Equivalência transcultural de três escalas utilizadas para estimar a aptidão cardiorrespiratória: estudo em idosos. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 11, p. 2499-2510, 2008.

MARTINS, P.D. Promoção da saúde e bem-estar subjetivo no futebol de formação: regulação emocional e rendimento de atletas acolhidos na Casa do Dragão. 2015. Dissertação de Mestrado. Universidade Portucalense.

MENDES NETTO, R.S.; SILVA, C.S.; COSTA, D.; RAPOSO, O.F.F. Nível de atividade física e qualidade de vida de estudantes universitários da área de saúde. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, São Paulo, v. 10, n. 34, 2013.

MOREIRA, D. P.; FUREGATO, A. R. F. Stress and depression among students of the last semester in two nursing courses. Revista latino-americana de enfermagem, São Paulo, v. 21, n. SPE, p. 155-162, 2013.

NORI, R.; GIUSBERT, F. Predicting cognitive styles from spatial abilities. American Journal of Psychology, Austin, n. 119, p. 67-86, 2006.

PALMA A. Atividade física, processo saúde-doença e condições sócio-econômicas: uma revisão da literatura. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 97-106. 2017.

PEKMEZOVIC, T.; POPOVIC, A.; TEPAVCEVIC, D.K.; GAZIBARA, T.; PAUNIC, M. Factors associated with health-related quality of life among Belgrade University students. Quality of life research, Oxford, v. 20, n. 3, p. 391-397, 2011.

REIS, M.C.; ELZO JÚNIOR, E.P.P.; MELO, N.S.A.; RAPOSO, M.T.; MUNARO, H.L.R. REIS,. Condições de saúde e fatores associados a satisfação com vida em acadêmicos de fisioterapia. Saúde. com, Bahia, v. 12, n. 3, 2016.

RIGO, M. L. N. R.; TEIXEIRA, D. C. Efeitos da atividade física na percepção de bem-estar de idosas que residem sozinhas e acompanhadas. Journal of Health Sciences, Sarajevo, v. 7, n. 1, 2015.

SILVA, S. G. Caracterização da Pesquisa. In: SANTOS, S. G. Métodos de Pesquisa Quantitativa Aplicadas á Educação Física. 1ª ed. Florianópolis: Tribo da Ilha. 2011. Cap.3 p.67-73.

SILVA, T.R.; SAENGER, G.; PEREIRA, E.F. Fatores associados à imagem corporal em estudantes de Educação Física. Motriz, Rio Claro, v. 17, n. 4, p. 630-639, 2017.

SOTERO, R.C.; CUNHA, N.C.; MADRID, B.; SALES, M.M.; MOREIRA, S.R.; SIMÕES, H.G. Identificação do lactato mínimo de corredores adolescentes em teste de pista de três estágios incrementais. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 17, n. 2, p. 119-122, 2011.

SOUSA, T.F.; SANTOS, S.F.S.; PIE, A.C.S.; ROSSATO, L.C. Associação entre indicadores de prática de atividade física na adolescência com o nível atual de prática de atividade física no lazer em acadêmicos de um curso de Educação Física no Nordeste do Brasil. Pensar a Prática, Goiás, v. 12, n. 3, p. 1-17, 2009.

SPOHR, C.; FORTES, M.; ROMBALDI, A.; HALLAL, P.; AZEVEDO, M. Atividade física e saúde na Educação Física escolar: efetividade de um ano do projeto “Educação Física+”. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, Pelotas, v. 19, n. 3, p. 300-300, 2014.

ZAGATTO, A. M.; PAPOTI, M.; GOBATTO, C. A. Validity of critical frequency test for measuring table tennis aerobic endurance through specific protocol. Journal of sports science & medicine, Bursa, v. 7, n. 4, p. 461, 2008.

WHO - World Health Organization Physical. The use and interpretation of anthropometry. Geneva CH. WHO technical report 854, 1995.

WISÉN, A. G.; FARAZDAGHI, R. G.; WOHLFART, B. A. Novel rating scale to predict maximal exercise capacity. European journal of applied physiology, Berlim, v. 87, n. 4-5, p. 350-357, 2002.

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Incluir comentário
';