INVESTIGANDO A HISTÓRIA DA VEGETAÇÃO (LINHAS DE ÁRVORES) NOS ALPES CENTRAIS: CONTRIBUIÇÕES DA ANÁLISE DE FITÓLITOS

Marco Madella, Adriana L. Carnelli, Jean-Paul Theurillat

Resumo


As variações de altitude na linha de árvores nos Alpes durante o Holoceno foram investigadas principalmente por meio de análises de grãos de pólen e de macrofósseis de plantas. Atualmente é consenso que a floresta atingiu altitudes entre 2.400 e 3.000 metros (acima do nível do mar) durante o Ótimo Climático Atlântico (100 a 300metros acima da altitude atual). Essa ideia tem sido discutida há alguns anos e agora novas técnicas são necessárias para resolver este debate. Os solos alpinos podem atuar como arquivos de informações consideradas adequadas para a reconstrução da história da vegetação. Neste trabalho discute-se o potencial dos 5 fitólitos preservados no solo como marcador da história da vegetação alpina em ambientes terrestres secos. O conteúdo de saílica biogênica no perfil de solo estudado mostrou-se baixo no horizonte eluvial e maior em profundidade. A concentração de células curtas de gramíneas apresentou pico na parte superior do perfil e drástica diminuição em direção à base do horizonte eluvial. Morfotipos poliédricos de fitólitos foram os mais comuns na base do perfil de solo. Esta abundância pode ser explicada pela dissolução da opala mais solúvel das monocotiledôneas, ou pode ser uma genuína assinatura da presença de espécies arbóreas. Esta segunda hipótese foi confirmada por meio das análises de EDX que demonstrou ser uma poderosa ferramenta para distinguir morfotipos não idiomórfico (not –idiomorfic).


Palavras-chave


História, Vegetação e Fitólitos.

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ISSN: 1981-478X


 Periodicidade: Semestral

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