A DESPENSA VIVA: um banco de germoplasma nos roçados da floresta.

Mauricio TORRES

Resumo

Os povos da floresta são detentores de bancos genéticos e promotores de novas variedades de agricultivares. O modo de vida de um “campesinato florestal” explica uma agricultura que encampa uma pluralidade de cultivares – algo irracional sob a lógica do agronegócio, calcada na uniformidade e unifocada na produtividade. A dilapidação dessa agrobiodiversidade é pro-porcional à integração da Amazônia e dos saberes tradicionais à economia capitalista, onde se incrementam formas de apropriação privada da floresta e do etnoconhecimento. Nesse contex-to, a biotecnologia adiciona sofisticada modalidade de predação ao submeter a biodiversidade à condição de mercadoria. Tira-se a semente do domínio das populações tradicionais e a sub-juga ao controle de grandes corporações. O que é um processo ecológico de reprodução trans-forma-se em um processo tecnológico de produção.

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