PARADIGMAS DO PLANEJAMENTO TERRITORIAL Cartografias da Desigualdade em São Paulo

James Humberto ZOMIGHANI JR.

Resumo


O conhecimento do território do Estado de São Paulo, espaço complexo que apresenta enormes desafios para abordagem científica e planejamento territorial, exige cartografia temática especializada. As análises territoriais apoiadas em mapas produzidos com suficiente rigor técnico e científico promovem maior conhecimento dos usos do território e dos circuitos espaciais que o caracterizam. Os planejadores, servindo-se desses conhecimentos, podem elaborar novas regionalizações como instrumentos para execução de políticas de Estado, pois os mapas oferecem novos subsídios para orientar a ação política na organização que se deseja para o espaço geográfico. A partir dessas premissas, foram analisados os mapas da série Caracterização do Território Paulista, da Fundação SEADE, instituição de Governo do estado de São Paulo. A análise desses mapas a partir de teorias da Geografia e Cartografia buscou reconhecer o conceito de território que orientou a produção cartográfica SEADE, e refletir sobre as possibilidades de uso dessa cartografia pelos planejadores. A coerência entre teoria e práxis permite elaborar hipóteses sobre a eficácia do planejamento territorial das políticas de Estado, e dos instrumentos que o Governo paulista dispõe para orientar políticas e minimizar as desigualdades socioespaciais do Estado de São Paulo. Na atualidade esta coerência é bastante questionável devido ao atraso da cartografia produzida e disponibilizada pelos órgãos de Governo, pela ausência de um conceito científico de território e pela visão do planejamento apenas como um instrumento técnico, e não como uma prática política.

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