A EXPERIÊNCIA DAS MULHERES EXTRATIVISTAS DO ASSENTAMENTO MARGARIDA ALVES EM MIRASSOL D’OESTE/MT

Maurício Ferreira Mendes, Sandra Mara Alves da Silva Neves, Ronaldo José Neves

Resumo

O extrativismo tem uma longa história no Brasil, pois a utilização dos elementos da flora têm sido um meio fundamental de subsistência desde épocas remotas de colonização do Mato Grosso. Este trabalho objetivou apresentar a experiência das mulheres extrativistas que trabalham coletivamente processando o coco do babaçu (Orbignya speciosa Mart. Barb. Rodr.) no assentamento Margarida Alves, no município de Mirassol D’Oeste/MT. Os procedimentos metodológicos adotados foram: pesquisa bibliográfica sobre o objeto de estudo; coleta de dados e informações nos órgãos públicos; trabalhos de campo, com realização de entrevistas semiestruturadas e oficinas, que buscaram resgatar informações sobre a produção e o processo de organização das mulheres no assentamento Margarida Alves. Na safra 2012/2013 a produção estimada é de aproximadamente doze toneladas de alimentos do coco do babaçu que contribuem para a diversificação da alimentação de 2.270 alunos da região de Mirassol D’Oeste e entorno, gerando uma renda de R$ 56.880,00. Concluiu-se que os recursos obtidos pela atividade extrativista são essenciais para as mulheres e suas famílias na complementação de renda, gerando benefícios sociais e ambientais para a comunidade.

Palavras-chave: agricultura familiar, extrativismo, gênero, renda.

Texto completo:

PDF