OSCAR WILDE REVISITADO: ESTUDO DE TRÊS ADAPTAÇÕES DE O RETRATO DE DORIAN GRAY

Andressa Cristine Marçal da Silva, Rebeca Pinheiro Queluz

Resumo

Este artigo faz uma análise de três adaptações cinematográficas do romance O Retrato de Dorian Gray escrito por Oscar Wilde em 1890, considerando cada obra em suas particularidades e recursos específicos, mas estabelecendo um diálogo entre elas no que diz respeito aos elementos literários e culturais. A análise busca identificar a maneira como as polêmicas geradas pelo texto de Wilde foram vistas e realizadas artisticamente em três épocas diferentes (1945, 1973 e 2009). Em todas as produções cinematográficas, o enredo da narrativa foca na transformação por que passa o protagonista Dorian Gray, de um menino inocente e puro a um jovem experiente, entregue aos prazeres sensoriais e carnais. Os três filmes também dão destaque ao quadro de Dorian Gray e ao pacto que foi realizado para garantir a juventude eterna do protagonista, enquanto a pintura adquiriu todas as marcas da velhice, dos vícios e da corrupção moral. No entanto, cada uma das adaptações trata de modo diverso ideias que vão desde a homossexualidade, o casamento e a definição de pecado até as discussões sobre estética e crítica de arte que já estavam evidenciados no romance de Wilde, que pode ser considerado uma obra-prima inglesa e, por extensão e excelência, universal.

Palavras-chave

Oscar Wilde; O Retrato de Dorian Gray; Adaptação; Cinema; Clássico.

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