Verdade e fragmento: o diário como pseudo-gênero em "Bolor" de Augusto Abelaira

Marcos Fiuza

Resumo

Sendo o “diário” um gênero intrinsecamente particular, pensá-lo a partir de um “eu” que se quer coletivo e se constrói dentro de uma perspectiva não-linear, leva-nos a questionar as bases estruturais e intencionais do texto e, acima de tudo, procurar entender os processos que derivam de sua construção. Dessa forma, este trabalho tem como proposta analisar o romance Bolor, do escritor português Augusto Abelaira, que edifica seu texto na forma de diário e a partir de uma estrutura fixa, e a priori individual, desenvolve uma narrativa plural e polifônica, dando voz a diversos personagens, questionando a própria estrutura do gênero, além de trabalhar com conceitos como verdade e identidade.

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