A ESTÉTICA DE RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL, DE RICARDO PIGLIA, À LUZ DA FENOMENOLOGIA DA LEITURA

Antonio Adailton Silva, Maria Celma da Rocha Barbosa, Núbia Régia Almeida de

Resumo

O presente artigo tem como objetivo fazer uma análise da obra Respiração Artificial, de Ricardo Piglia, à luz da fenomenologia da leitura, conforme Paul Ricoeur (2010) a enuncia, na esteira de Roman Ingarden. Nesse sentido, a estética da obra é vista não apenas como uma forma, mas, sobretudo, como um componente literário fundamental para a produção de sentido. Desse modo, a releitura da obra pode mudar a recepção do leitor, surpreendendo-o com novas interpretações produzidas, pois determinados fatos terão escapado à percepção durante a primeira leitura, exatamente em virtude do modo como a obra está organizada formalmente. Mesmo após algumas releituras, o leitor poderá não adquirir uma consciência do todo da obra, incertezas poderão persistir, devido ao enredo não linear, utilização de vários recursos intertextuais e de intratextualidade, que exigem frequentes avanços e retrocessos de leitura, visando a uma melhor compreensão do todo, tendo em vista melhorar a recepção.

Palavras-chave

fenomenologia da leitura; estética; recepção do leitor; Respiração artificial.

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