A INTERRUPÇÃO DIALÉTICA DE WALTER BENJAMIN NOS TEORES E NO SEM-EXPRESSÃO NAS AFINIDADES ELETIVAS DE JOHANN W. GOETHE

Renato Silva Melo

Resumo


Pretendo mostrar neste artigo a operacionalidade do conceito de Interrupção Dialética de Walter Benjamin. Para isso, nos detivemos sobre a obra As Afinidades Eletivas Johann W. Von Goethe. Procurei situar o autor e obra historicamente para, em seguida, elaborar uma crítica de acordo com os pressupostos da interrupção incidindo no teor coisal e no teor de verdade do romance. Esta obra marca o triunfo da representação dos sentimentos e dos desejos inerentes aos seres humanos. Goethe se situa no grupo da intelligentsia alemã que era recrutada entre a burguesia, a nobreza e os servidores dos príncipes cultos. Neste grupo foi referendando o conceito de Kultur em oposição ao de Civilization. O sentido da interrupção dialética visa os gestos, fatos e acontecimentos longe de uma linearidade etapista. O método benjaminiano é construído no espaço indefinido entre a liberdade e a fidelidade, como se fossem alegorias. Concluirei o trabalho com o método da interrupção aplicado ao sem-expressão e ao silêncio presente no romance de Goethe. A interrupção, como uma categoria crítica, deve mostrar o teor da obra de arte.

Palavras-chave


interrupção, Benjamin, afinidades eletivas, Goethe, sem-expressão

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