LINGUAGEM E RESISTÊNCIA EM MULHERES DE CINZAS, DE MIA COUTO E AMERICANAH, DE CHIMAMANDA ADICHIE

Cleonice Alves Lopes Flois

Resumo


Neste estudo analiso as obras Mulheres de Cinzas, do escritor moçambicano Mia Couto e Americanah, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie ancorada nas teorias Pós-coloniais sob o enfoque da resistência e da subversão a um modo único de ver a linguagem e a identidade das personagens que compõem a narrativa. Objetivo apresentar a importância do conceito de escritura que abarca relações éticas e estéticas que se presumem no ato de ler e é norteada pelos sentidos que se constroem nas condições sociais e culturais diversas pressupostas na leitura (Barthes, 2004). Devido à presença de movimentos políticos e culturais centralizadores viso desconstruir, com o auxílio da escritura dupla de Adichie e Couto, as tentativas de manter a leitura e a escrita subordinadas a determinadas utilidades sociais e históricas, dando espaço ao diferente e tratando o texto como híbrido e multilíngue. Para tanto conto com o poder destas duas narrativas contemporâneas que se caracterizam pela habilidade de subverter, de alterar e reconstruir sentidos que a tradição cultural produz. Ao entender que a leitura torna-se assertiva na medida em que a escritura se constitui como lugar de deslizamentos entre múltiplos e distintos universos, percebo que esse fenômeno ocorre por meio de estranhamentos, concordâncias, apropriações, pactos e rupturas uma vez que a escritura apresenta traços de resistência essenciais para a subversão dos discursos hegemônicos. Assim, entendo que essa escritura múltipla instrumentaliza a linguagem utilizada por Adichie e Couto, de modo a torná-la ferramenta de poder.

Palavras-chave


Linguagem, Resistência, Subversão, Escritura dupla, Ferramenta de Poder.

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DOI: https://doi.org/10.48075/rlhm.v16i27.23079

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