PROJEÇÕES APOCALÍPTICAS E ANTI-DISTOPIA NA OBRA DE TORQUATO NETO (1968-1972)

Luis Gustavo de Paiva Faria, Victor Luiz Alves Mourão

Resumo


O objetivo do trabalho é analisar a produção literária e jornalística de Torquato Neto entre 1968 e 1972, enfocando um corpus crítico de poemas e canções e a coluna Geléia Geral (1971-1972). Sustenta-se que a produção do autor expõe figurações históricas e poéticas que oscilam por meio de caracterizações utópicas, distópicas, heterotópicas e anti-distópicas, particularmente marcadas pela presença repetida do vocábulo “fim”, alternando em um espectro que vai da projeção de realidades fabulosas (utopia) à luta pela criação de espaços de resistência e contestação (anti-distopia). Considerando a mediação de seu contexto histórico, coloca-se a hipótese de que as produções artísticas deste período não podem ser entendidas de maneira homogênea, precipitando-se como exclusivamente utópicas (escapistas) ou distópicas (fatalistas), mas consideradas em sua pluralidade, sobretudo em seus esforços anti-distópicos, ou seja, práticas que procuram forjar espaços de liberdade em meio à repressão da ditadura militar brasileira.

Palavras-chave


Torquato Neto; Ditadura Militar; Anti-distopia.

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