Efeito volátil de óleos essenciais no desenvolvimento de patógenos em amêndoas de Castanhas-do-Brasil

Alexandre Lorini, Bruno Leonardo Mendes, Solange Maria Bonaldo

Resumo

Apresentando um sistema de colheita extrativista, as amêndoas de castanhas-do-Brasil necessitam de cuidados na área fitossanitária para manter a qualidade pós-colheita do produto. Assim, avaliou-se o efeito volátil de óleos essenciais de cravo (Syzygium aromaticum), canela (Cinnamomum cassia), alecrim (Rosmarinus officinalis) e eucalipto (Corymbia citriodora) no desenvolvimento de fungos em amêndoas de castanhas-do-Brasil, comercializadas em Itaúba, MT. O delineamento foi inteiramente casualizado com esquema fatorial de cinco tratamentos em cinco repetições. Utilizou-se 100 µL dos óleos, adicionados sobre papel filtro em uma lâmina no centro de placas de Petri, com cinco amêndoas ao redor. As placas foram vedadas e mantidas em 25 ± 2 °C/escuro. Foram realizadas duas avaliações (cinco e dez dias após a incubação) da incidência e severidade de fungos. Observou-se que houve incidência de Aspergillus niger, A. flavus, Rhizopus sp. e Penicillium sp. O óleo de eucalipto foi eficaz na inibição de Penicillium sp., enquanto que o óleo de cravo apresentou maior inibição de Rhizopus sp.; e canela inibiu A. niger, A. flavus, Rhizopus sp. e Penicillium sp. O óleo essencial de alecrim estimulou o desenvolvimento de todos os fungos. A severidade dos fungos em castanhas tratadas com óleo de canela foi de 9,5%; enquanto que nas tratadas com cravo, alecrim e eucalipto a severidade foi de 22,52%, 38,2% e 24,72%, respectivamente. Com isso, conclui-se que os óleos essenciais de canela, cravo e eucalipto apresentam compostos voláteis que inibem o desenvolvimento de fungos em amêndoas de castanhas-do-Brasil, sendo que o óleo de canela apresentou maior eficácia.

Palavras-chave

Aspergillus sp.; Bertholletia excelsa; controle alternativo; Penicillium sp.; Rhizopus sp.

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