Alelopatia do óleo essencial de alfavaca em sementes de capim-braquiária

Afonso Tonette Neto, Rodrigo Penteado Rojas Servantes, Cristine Bonacina, Rayane Monique Sete da Cruz, Silvia Graciele Hulse de Souza

Resumo

O manejo de plantas daninhas no meio agrícola gera prejuízos ao meio ambiente e gastos excessivos com o uso de herbicidas. Nesta situação há constante busca por meios alternativos de controle. Diante do exposto, objetivou-se com o presente trabalho avaliar o efeito alelopático do óleo essencial da alfavaca (Ocimum gratissimum) sobre a germinação e desenvolvimento de plântulas do capim braquiária (Urochloa brizantha ‘Piatã’). Foram utilizadas sementes viáveis de capim braquiária e óleo essencial (OE) de alfavaca nas concentrações 0; 0,05; 0,10; 0,15; 0,20 e 0,25%. Nos bioensaios utilizou-se caixas do tipo gerbox com 50 sementes de U. brizantha com quatro repetições, num delineamento inteiramente casualizado. Foi avaliado a germinação, comprimento de raiz, comprimento de parte aérea, biomassa fresca e seca das plântulas e número de plântulas normais e anormais. O OE da alfavaca apresentou uma redução significativa na germinação a partir de 0,05%, enquanto que houve inibição completa a 0,15%. O crescimento e o acúmulo de biomassa das plântulas foram reduzidos em resposta às concentrações de óleo. A concentração de 0,15% de OE da alfavaca foi eficiente em reduzir a germinação e o desenvolvimento do capim braquiária. O óleo essencial da alfavaca apresenta um potencial uso como bioherbida e pode constituir um manejo alternativo no controle de plantas daninhas.

Palavras-chave

alelopatia; alfavaca; bioherbicida

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