Atividade antimicrobiana de Agaricus brasiliensis sobre o crescimento micelial e esporulação de Pseudocercospora vitis

Carla Garcia, Tainara Menegassi, Kamila Cardozo de Souza, Cacilda Márcia Rios Faria

Resumo

A viticultura no Brasil pode ter sua expansão limitada devido à ocorrência de doenças como a mancha-das-folhas de videira causada pelo fungo Pseudocercospora vitis. Diante do exposto, objetivou-se com o presente trabalho avaliar o efeito fungitóxico da suspensão miceliada aquosa (SMA) do cogumelo Agaricus brasiliensis no crescimento micelial e na esporulação de P. vitis. Foram adicionadas ao meio de cultura BDA (batata-dextrose-ágar) as doses de 0, 1, 5, 10, 15 e 20% de SMA (com e sem adição de antibiótico no meio de cultura). Posteriormente repicou-se um disco de 8 mm de diâmetro de micélio de P. vitis no centro de cada placa de Petri. Na sequência foram incubadas em câmara de crescimento (BOD) a 25 ±1°C. Passados 48 h da montagem do experimento, avaliou-se a cada 24 h, por cinco dias, o crescimento micelial do diâmetro da colônia. Com esses dados determinou-se o índice de velocidade de crescimento micelial. Em seguida adicionou-se 10 mL de água destilada em cada placa e retirou-se a suspensão contendo esporos fúngicos, quantificados em câmara de Newbauer. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, contendo 6 tratamentos e 5 repetições. A suspensão miceliada aquosa de A.brasiliensis em 10% e apenas autoclavada reduz o crescimento micelial e inibe a esporulação de P. vitis. A adição de antibiótico no meio BDA reduziu o efeito antifúngico da suspensão miceliada aquosa de A.brasiliensis.

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