Adubação mineral e orgânica no crescimento e desenvolvimento inicial da soja cultivada em solos coletados em três municípios paranaenses

Flávio Henrique Cervantes, Matheus Damasceno Demeneck, Dyovanna Palin, Guilherme Grossi Filho, Ana Daniela Lopes

Resumo

A produção de soja muitas vezes é limitada pelo alto custo de produção, e entre os insumos, os fertilizantes constituem-se como os mais onerosos. O aproveitamento de resíduos orgânicos é relevante, pois além de amenizar os impactos ambientais reduz os custos de produção. Diante do exposto, objetivou-se com o presente trabalho avaliar o efeito adubação mineral e orgânica sobre o crescimento e desenvolvimento inicial da soja semeada em solos previamente fertirrigados, ou não, com vinhaça de cana-de-açúcar. O experimento foi instalado em delineamento experimental casualizado, em esquema fatorial 3 x 3 [3 solos coletados em 3 municípios paranaenses, sendo Umuarama, Cidade Gaúcha e Tapejara x 3 tipos de adubação, sendo fertirrigação com vinhaça, adubação mineral (P e K) e aplicação de calcário], com 6 repetições por tratamento. As plantas foram cultivadas em vasos de polipropileno com capacidade de 9 L, mantidas em casa de vegetação pertencente à Universidade Paranaense (UNIPAR), localizada em Umuarama (PR). As avaliações foram realizadas 43 dias após a semeadura e consistiram na medição do comprimento da parte aérea (cm) e de raízes (cm), biomassa fresca e seca do caule (g), folhas (g) e raízes (g). A adubação mineral e a utilização de calcário favorecem o desenvolvimento inicial e o crescimento de plântulas de soja, superando a fertirrigação com vinhaça de cana-de-açúcar. Os solos estudados apresentaram poucos efeitos significativos sobre as variáveis estudadas, mesmo aqueles previamente fertirrigados por longos períodos e com altas doses de vinhaça.

Texto completo:

PDF