A concepção do jovem Marx acerca do Estado e da política

Jonece Beltrame

Resumo


Este artigo busca apresentar a concepção do jovem Marx acerca do Estado e da política durante o período que cobre sua inserção na Gazeta Renana e nos Anais Franco-Alemães. Buscamos evidenciar a relevância destes dois anos para a teoria marxiana – 1842 a 1844 –, pois é neste período que ocorre a emergência do pensamento propriamente marxiano, isto é, nesta fase temos uma reconfiguração de seu padrão reflexivo. E é tal reconfiguração que procuramos apresentar na medida em que, na Gazeta Renana, Marx se mostra adepto da visão ontopositiva acerca da política, realização da racionalidade e humanidade através da politicidade. No entanto, nos Anais Franco-Alemães, Marx rompe com tal perspectiva, contrapondo a altura máxima do humano, a emancipação humana. Elabora uma tese ontonegativa acerca da politicidade, fazendo com que a política deixe de ter a centralidade que possuía ao longo da história ocidental, tornando-se meio, importante, mas não um fim em si. E, é justamente neste momento em que estabelece esta concepção ontonegativa acerca da política que ocorre a reconfiguração de seu padrão reflexivo de pensamento. O que o permitirá, ao final deste período, chegar ao comunismo filosófico através de uma crítica ontológica ao Estado e a política.

Palavras-chave


Estado; Política; Emancipação.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.48075/rtc.v13i25.1531

Direitos autorais



Revista Tempo da Ciência



e-ISSN: 1981-4798 — ISSN: 1414-3089

Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Campus de Toledo
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Rua da Faculdade, 645 — Jardim La Salle
CEP: 85903-000 — Toledo-Paraná-Brasil

| revistatempodaciencia@yahoo.com.br |