Cisma: Tradição e modernidade na diplomacia de D. João V

Sheila Conceição Silva Lima

Resumo


Este artigo pretende tratar da análise acerca do cisma entre Portugal e Roma – ou seja, o corte das relações diplomáticas entre as duas cortes –, ocorrido entre 1728 e 1738. O episódio resultou, no nível mais imediato, da recusa de Roma em conceder paridade a Portugal diante das outras cortes européias, negando a ascensão do Monsenhor Vicente Bicchi, ao título de Cardeal. Tal política inseria-se em uma linguagem diplomática tradicional, para a qual Roma permanecia o centro da Cristandade. Em compensação,
distanciava-se bastante, apesar da visão dos  estrangeirados como D. Luís da Cunha, dos verdadeiros  loci de poder no setecentos, representados pelas monarquias que se consolidavam – na França, na Inglaterra, na Áustria, na Prússia e até na Rússia –, operando a partir de uma razão de estado secular, ou seja, a linguagem diplomática
moderna.

Palavras-chave


D. João V, Diplomacia, Cisma, Século XVIII

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