AFETIVIDADE, EDUCAÇÃO E O PENSAMENTO COMPLEXO

Ivan Fortunato, Iracema Torquato, Maria Silva

Resumo

O presente trabalho trata-se de um ensaio cujo objetivo é analisar a concepção ideológica que leva os educadores a tratarem os alunos como se fossem divididos ao meio: uma metade voltada aos aspectos cognitivos e a outra, aos afetivos.  A crença nesse dualismo levou, não raro, a desconsideração dos sentimentos/emoções/sensações em áreas nas quais o pensamento científico cartesiano (racionalista) deveria supostamente predominar, principalmente em relação à clássica divisão entre disciplinas das ciências exatas e/ou biológicas e as das ciências humanas. Essas e outras proposições são objetos de reflexão, porque sabemos que são os momentos de conflitos, frustrações e de crises, e estas envolvem emoções, que levam o ser humano à busca de novos conhecimentos. Edgar Morin e a teoria do pensamento complexo, entre outras, fundamentam nossas proposições. Em conclusão: propõe-se o reencontro entre cognição e afetividade na educação, em particular no ensino escolar.

Palavras-chave

afetividade, educação, complexidade.

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