Nuclear Half-Lives, Necropolitical Afterlives: The Canadian Nuclear Industry, Western Militarism, and Indigenous Resistance at Chalk River
DOI:
https://doi.org/10.48075/pr9js012Resumen
Abstract
This article takes as its starting point the approved construction of a federally mandated nuclear waste repository on unceded Algonquin/Omàmìwininìwag territory in Ontario, Canada. First, it attends to the Canadian government’s ongoing violation of Indigenous land rights and the historical relegation of under-resourced populations and land to the immediate or downstream effects of acute climate toxicity. In the process, this critique works to extend the field of nuclear necropolitics beyond its habitual anthropocentrism to consider how indigenous wildlife and natural reserves are similarly targeted by sovereign power and deemed expendable. Second, this article explores how the nuclear waste in question came to be. Much of the material destined for the repository was generated at Chalk River Laboratories, a nuclear research center and outgrowth of the Manhattan project, as well as at a refinery in Port Hope, Ontario, which processed much of the uranium (mined in Port Radium, Northwest Territories) used in the atomic bombs dropped on Hiroshima and Nagasaki in 1945. Despite the post-war governmental declaration that Chalk River had been repurposed to explore the peaceful uses of atomic energy, the facility continued producing plutonium to be used in U.S. nuclear weapons production for four more decades. These three nuclear sites (Chalk River, Port Radium, and Port Hope) thus constitute a layered political constellation that illustrates how the construction of local “sacrifice zones” is connected to the creation of similarly sacrificial zones abroad. The article foregrounds Indigenous-led resistance efforts, which have driven remediation efforts and exposed the clandestine operations of the Canadian nuclear industry working in collaboration with federal and provincial governments.
Keywords: nuclear necropolitics, Canadian nuclear history, radioactive waste, Manhattan Project, Indigenous environmentalisms.
Meia-vida nuclear, sequelas necropolíticas: A indústria nuclear canadense, o militarismo ocidental e a resistência indígena em Chalk River
Resumo
Este artigo toma como ponto de partida a construção aprovada de um depósito de lixo nuclear com mandato federal no território não cedido de Algonquin/Omàmìwininìwag em Ontário, Canadá. Primeiro, atende à violação contínua do governo canadense dos direitos das terras indígenas e ao histórico rebaixamento de populações e terras com poucos recursos aos efeitos imediatos ou a jusante da toxicidade climática aguda. No processo, essa crítica trabalha para estender o campo da necropolítica nuclear além de seu antropocentrismo habitual para considerar como a vida selvagem indígena e as reservas naturais são igualmente visadas pelo poder soberano e consideradas dispensáveis. Em segundo lugar, este artigo explora como surgiu o lixo nuclear em questão. Grande parte do material destinado ao repositório foi gerado no Chalk River Laboratories, um centro de pesquisa nuclear e desdobramento do Projeto Manhattan, bem como em uma refinaria em Port Hope, Ontário, que processou grande parte do urânio (extraído em Port Radium, Territórios do Noroeste) usado nas bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945. Apesar da declaração governamental do pós-guerra de que Chalk River havia sido reaproveitado para explorar os usos pacíficos da energia atômica, a instalação continuou produzindo plutônio para ser usado na produção de armas nucleares dos EUA por mais quatro décadas. Esses três locais nucleares (Chalk River, Port Radium e Port Hope) constituem, assim, uma constelação política em camadas, que ilustra como a construção de "zonas de sacrifício" locais está conectada à criação de zonas de sacrifício semelhantes no exterior. O artigo coloca em primeiro plano os esforços de resistência liderados pelos indígenas, que impulsionaram os esforços de remediação e expuseram as operações clandestinas da indústria nuclear Canadense trabalhando em colaboração com os governos federal e provincial.
Palavras-chave: necropolítica nuclear, história Nuclear Canadiana, resíduos radioativos, Projecto Manhattan, ambientalismos indígenas.
Vidas medias nucleares, secuelas necropolíticas: La industria nuclear canadiense, el militarismo occidental y la resistencia indígena en Chalk River
Resumen
Este artículo toma como punto de partida la construcción aprobada de un vertedero de desechos nucleares por mandato federal en el territorio Algonquino/Omàmìwininìwag no cedido en Ontario, Canadá. En primer lugar, atiende la violación continua por parte del gobierno canadiense de los derechos territoriales indígenas y la relegación histórica de las poblaciones y tierras con escasos recursos a los efectos inmediatos o posteriores de la toxicidad climática aguda. En el proceso, esta crítica trabaja para extender el campo de la necropolítica nuclear más allá de su antropocentrismo habitual para considerar cómo la vida silvestre indígena y las reservas naturales son atacadas de manera similar por el poder soberano y consideradas prescindibles. En segundo lugar, este artículo explora cómo surgieron los desechos nucleares en cuestión. Gran parte del material destinado al depósito se generó en Chalk River Laboratories, un centro de investigación nuclear y consecuencia del proyecto Manhattan, así como en una refinería en Port Hope, Ontario, que procesó gran parte del uranio (extraído en Port Radium, Territorios del Noroeste) utilizado en las bombas atómicas lanzadas sobre Hiroshima y Nagasaki en 1945. A pesar de la declaración gubernamental de posguerra de que Chalk River había sido reutilizado para explorar los usos pacíficos de la energía atómica, la instalación continuó produciendo plutonio para ser utilizado en la producción de armas nucleares de EE.UU. durante cuatro décadas más. Estos tres sitios nucleares (Chalk River, Port Radium y Port Hope) constituyen, por lo tanto, una constelación política estratificada, que ilustra cómo la construcción de "zonas de sacrificio" locales está conectada con la creación de zonas de sacrificio similares en el extranjero. El artículo destaca los esfuerzos de resistencia liderados por indígenas, que han impulsado los esfuerzos de remediación y han expuesto las operaciones clandestinas de la industria nuclear canadiense que trabaja en colaboración con los gobiernos federal y provincial.
Palabras clave: necropolítica nuclear, Historia Nuclear canadiense, residuos radiactivos, Proyecto Manhattan, Ambientalismos indígenas.
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