Material Traces of Collective Mourning: Memorial Space-Making of Black Mother Activists in a Rio de Janeiro Favela
DOI:
https://doi.org/10.48075/y0jdk521Resumen
Abstract
This article explores the gendered, classed and racialized impacts of urban necropolitics on Black women in the favelas of Rio de Janeiro. It is commonly believed that Black men, who are disproportionately victimized by lethal police violence, suffer the most from necropolitical state violence. However, by privileging perspectives of Black mother activists, this article shows that necropolitical security governance deliberately targets Black women. Black mothers are the main caregivers to their children and families, everyday police violence thus affects Black mothers in gender-specific ways, destroying family and social ties and fundamentally disrupting Black women’s ability to sustain and care for Black life. I argue that necropolitical governance fundamentally relies on the invisibilization of Black women, their everyday work and their gender-specific suffering. Drawing on on-site and online ethnographic fieldwork (2019-2021) and hybrid empirical material, this study centers on the spatial practices of resistance and memorial space-making of Black mothers’ movements. Despite the multiple forms of discrimination and oppression that they face, mothers’ movements claim space for collective mourning and spatially anchor their demands for justice and the reduction of violence. Black mother activists not only create embodied, spatially grounded knowledge about the everyday impacts of state violence, but also appropriate space to memorialize violent events and, thereby, counteract the trivialization of anti-Black violence.
Key words: Black mother activism; memory work; favelas; gendered necropolitics.
Traços materiais do luto coletivo: a construção do espaço memorial por mães negras ativistas em uma favela do Rio de Janeiro
Resumo
O presente artigo tem o objetivo de analisar os impactos de gênero, classe e raça da necropolítica urbana sobre mulheres negras nas favelas do Rio de Janeiro. Acredita-se que homens negros, que são desproporcionalmente vitimados pela violência policial letal, sofrem mais com a violência estatal necropolítica. No entanto, ao privilegiar as perspectivas de mães negras ativistas, este artigo mostra que a governança necropolítica da segurança tem como alvo deliberado mulheres negras. Mães negras são as principais cuidadoras de seus filhos e famílias; a violência policial cotidiana, portanto, afeta mães negras de maneiras específicas de gênero, destruindo laços familiares e sociais e interrompendo fundamentalmente a capacidade das mulheres negras de sustentar e cuidar da vida negra. Argumento que a governança necropolítica se baseia fundamentalmente na invisibilização das mulheres negras, em seu trabalho cotidiano e em seu sofrimento específico de gênero. Este estudo utiliza material empírico híbrido, com base em trabalho de campo etnográfico in loco e online (2019-2021). Ele se concentra nas práticas espaciais de resistência e na construção de espaços memoriais dos movimentos de mães negras. Apesar das múltiplas formas de discriminação e opressão que enfrentam, os movimentos de mães reivindicam espaço para o luto coletivo e ancoram espacialmente suas demandas por justiça e redução da violência. As mães negras ativistas não apenas criam conhecimento corporificado e espacialmente fundamentado sobre os impactos cotidianos da violência estatal. Mas elas também se apropriam de espaços para memorializar eventos violentos e, assim, combater a banalização da violência contra pessoas negras.
Palavras-chave: ativismo de mães negras; construção de memória; favelas; necropolítica de gênero.
Rastros materiales del duelo colectivo: la construcción de un espacio memorial por madres negras activistas en una favela de Río de Janeiro
Resumen
Este artículo analiza los impactos de género, clase y raza de la necropolítica urbana en las mujeres negras en las favelas de Río de Janeiro. Se cree comúnmente que los hombres negros, quienes son víctimas desproporcionadamente de la violencia policial letal, son los que más sufren la violencia estatal necropolítica. Sin embargo, al privilegiar las perspectivas de las madres activistas negras, este artículo muestra que la gobernanza de la seguridad necropolítica se dirige deliberadamente a las mujeres negras. Las madres negras son las principales cuidadoras de sus hijos y familias, por lo que la violencia policial cotidiana afecta a las madres negras de maneras específicas de género. Destruye los lazos familiares y sociales y altera fundamentalmente la capacidad de las mujeres negras para sostener y cuidar la vida negra. Argumento que la gobernanza necropolítica se basa fundamentalmente en la invisibilización de las mujeres negras, su trabajo cotidiano y su sufrimiento específico de género. Basándose en trabajo de campo etnográfico in situ y en línea (2019-2021) y material empírico híbrido, este estudio se centra en las prácticas espaciales de resistencia y la creación de espacios conmemorativos de los movimientos de madres negras. A pesar de las múltiples formas de discriminación y opresión que enfrentan, los movimientos de madres reclaman espacios para el duelo colectivo y anclan espacialmente sus demandas de justicia y reducción de la violencia. Las madres activistas negras no solo generan conocimiento corpóreo y espacial sobre los impactos cotidianos de la violencia estatal, sino que también se apropian de espacios para conmemorar los eventos violentos y, así, contrarrestar la trivialización de la violencia anti-negra.
Palabras clave: Activismo de madres negras; construcción de memoria; favelas; necropolítica de género.
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