Deaths of Despair in Irish Prisons and Beyond: A Necropolitical Analysis

Autores/as

  • Elizabeth Kiely University College Cork, Cork City
  • Rosie R. Meade University College Cork, Cork City
  • Katharina Swirak University College Cork, Cork City

DOI:

https://doi.org/10.48075/16fzsw90

Resumen

Abstract

In the Republic of Ireland, the Prison Service is officially charged with ensuring the safety, security and dignity of the people who are imprisoned within its institutions and with creating an environment that facilitates rehabilitation.  This article argues that this mission is substantively undermined by the necropolitical forces at work in and around Irish prisons.   Written just as the Irish government plans to embark on the largest prison expansion project in the history of the state, our analysis is informed by an international literature that recognises the central role played by carceral institutions in both the expression and normalisation of state-sanctioned necropolitical violence. The article highlights the impoverished vision of “security” that is privileged within “build more prisons” discourses: the Irish government’s promised expansion of prison spaces occurs at a time when the Taoiseach (Prime Minister) has been recorded as rowing back on existing commitments to climate change policy. We see these tendencies as related, with the latter underplaying the gravity of what this Special Issue’s Call for Papers calls the “environmental basis of survival,” while the former serves as the ideological red meat of populist diversion.  Against such trends, and informed and inspired by ecological abolitionist politics, we argue for a multi-scalar conception of security that embraces and acknowledges the interdependence of environmental, economic and social justice. Empirically, we show how the prison institution operates at the sharp end of a biopolitical and necropolitical continuum, beginning with communities beset by problems associated with economic inequality, lack of housing, poverty, and material oppression, upon whom disposability is conferred. The Irish state’s penal and social policies and rhetoric serve to maintain this necropolitical status quo by insisting that the carceral space of the prison is essential for “security” and for some lives to flourish. At the same time, the state’s structural violence generates conditions whereby the same constituencies of predominantly poor people circulate in and out of prison. Thus, we show how the Irish prison institution operates as a death-world, a reality that is persistently effaced or denied via official and academic claims that Ireland is moderate or pragmatic in its punitiveness. 

Keywords: Prison, Ireland, necropolitics, abolitionist, ecological, security, violence.

 

 

Mortes por desespero em prisões irlandesas e além: Uma análise necropolítica

Resumo

Na República da Irlanda, o Serviço Prisional é oficialmente responsável por garantir a segurança e a dignidade das pessoas encarceradas em suas instituições e por criar um ambiente que facilite a reabilitação. Este artigo argumenta que essa missão é substancialmente prejudicada pelas forças necropolíticas atuantes dentro e ao redor das prisões irlandesas. Escrita justamente quando o governo irlandês planeja embarcar no maior projeto de expansão prisional da história do país, nossa análise se baseia em uma literatura internacional que reconhece o papel central desempenhado pelas instituições carcerárias tanto na expressão quanto na normalização da violência necropolítica sancionada pelo Estado. O artigo destaca a visão empobrecida de “segurança” que é privilegiada nos discursos sobre “construir mais prisões”: a expansão prometida pelo governo irlandês ocorre em um momento em que o Taoiseach (Primeiro-Ministro) recuou em relação aos compromissos existentes com a política de mudanças climáticas. Consideramos essas tendências como relacionadas, com a última minimizando a gravidade do que a Chamada para Artigos desta Edição Especial denomina “base ambiental da sobrevivência”, enquanto a primeira serve como combustível ideológico para o populismo. Contra essas tendências, e inspirados pela política abolicionista ecológica, defendemos uma concepção multiescalar de segurança que abrace e reconheça a interdependência da justiça ambiental, econômica e social. Empiricamente, demonstramos como a instituição prisional opera na ponta aguda de um continuum biopolítico e necropolítico, começando com comunidades assoladas por problemas associados à desigualdade econômica, falta de moradia, pobreza e opressão material, e às quais é conferida a condição de descartável. As políticas e a retórica penal e social do Estado irlandês servem para manter esse status quo necropolítico, insistindo que o espaço carcerário da prisão é essencial para a "segurança" e para que algumas vidas floresçam. Ao mesmo tempo, a violência estrutural do Estado gera condições em que os mesmos grupos de pessoas predominantemente pobres circulam dentro e fora da prisão. Assim, demonstramos como a instituição prisional irlandesa opera como um mundo de morte, uma realidade que é persistentemente apagada ou negada por meio de alegações oficiais e acadêmicas de que a Irlanda é moderada ou pragmática em sua punição.

Palavras-chave: Prisão, Irlanda, necropolítica, abolicionista, ecológico, segurança, violência.

  

 

Muertes por desesperación en las cárceles irlandesas y más allá: Un análisis necropolítico

Resumen

En la República de Irlanda, el Servicio Penitenciario se encarga oficialmente de garantizar la seguridad, la protección y la dignidad de las personas encarceladas en sus instituciones y de crear un entorno que facilite la rehabilitación. Este artículo argumenta que esta misión se ve sustancialmente socavada por las fuerzas necropolíticas que operan dentro y alrededor de las cárceles irlandesas. Escrito justo cuando el gobierno irlandés planea embarcarse en el mayor proyecto de expansión penitenciaria en la historia del estado, nuestro análisis se basa en una literatura internacional que reconoce el papel central que desempeñan las instituciones carcelarias tanto en la expresión como en la normalización de la violencia necropolítica sancionada por el Estado. El artículo destaca la visión empobrecida de la "seguridad" que se privilegia en los discursos de "construir más cárceles": la prometida expansión de los espacios penitenciarios por parte del gobierno irlandés ocurre en un momento en que el Taoiseach (Primer Ministro) ha sido registrado como retractándose de los compromisos existentes con la política de cambio climático. Consideramos que estas tendencias están relacionadas: la segunda minimiza la gravedad de lo que la convocatoria de artículos de este número especial denomina la «base ambiental de la supervivencia», mientras que la primera sirve como la carne roja ideológica de la distracción populista. Frente a estas tendencias, e informados e inspirados por la política abolicionista ecológica, abogamos por una concepción multiescalar de la seguridad que abarca y reconoce la interdependencia de la justicia ambiental, económica y social. Demostramos empíricamente cómo la institución penitenciaria opera en el extremo más agudo de un continuo biopolítico y necropolítico, comenzando por las comunidades acosadas por problemas asociados con la desigualdad económica, la falta de vivienda, la pobreza y la opresión material, y a quienes se les confiere la disposición. Las políticas y la retórica penal y social del estado irlandés sirven para mantener este statu quo necropolítico al insistir en que el espacio carcelario de la prisión es esencial para la «seguridad» y para que algunas vidas prosperen. Al mismo tiempo, la violencia estructural del Estado genera condiciones que permiten que los mismos grupos de personas, predominantemente pobres, entren y salgan de la prisión. Así, mostramos cómo la institución penitenciaria irlandesa funciona como un mundo de muerte, una realidad que se oculta o niega persistentemente mediante afirmaciones oficiales y académicas de que Irlanda es moderada o pragmática en su punibilidad.

Palabras clave: Prisión, Irlanda, necropolítica, abolicionista, ecologista, seguridad, violencia.

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Publicado

23/06/2026

Cómo citar

KIELY, Elizabeth; MEADE, Rosie R.; SWIRAK, Katharina. Deaths of Despair in Irish Prisons and Beyond: A Necropolitical Analysis. AMBIENTES: Revista de Geografia e Ecologia Política, [S. l.], v. 8, n. 1, 2026. DOI: 10.48075/16fzsw90. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/ambientes/article/view/37876. Acesso em: 23 ago. 2026.