Gênese sócio-histórica e desafios do Movimento dos Guardiões das Sementes Crioulas de Anchieta/SC
DOI:
https://doi.org/10.48075/rfc.v28i47.35065Resumo
O presente artigo visa demarcar histórico-socio-culturalmente o movimento dos Guardiões das sementes crioulas de Anchieta/SC com base no materialismo dialético. Utiliza-se análise bibliográfica e dados de pesquisa de campo. Esse movimento é constituído por um grupo de agricultores na qual trabalham com cultivos de sementes nativas ou criadas por si, melhoradas de forma tradicional e manual, transmitida de maneira geracional, livres de patentes, contrapondo-se às sementes transgênicas. Diante da análise é possível observar que o movimento desempenha um papel significativo na preservação da agrobiodiversidade e na promoção da soberania alimentar. Entidades e redes sociológicas permitiram sua gênese e continuação. A Lei Nº 2.750/2023, a implementação do projeto de Identificação Geográfica, as festas, feiras e festival gastronômico, o fortalecimento das redes sociais e o reconhecimento da importância das mulheres são pontos de fortalecimento do movimento. O Pop do agronegócio, o envelhecimento das Guardiãs e dos guardiões e a dificuldade na sucessão familiar são problemas atuais vivenciados. O movimento é, portanto, uma resposta crítica à agricultura convencional, promovendo em microescala um modelo sustentável.
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