DA PAISAGEM AO TERRITÓRIO: A (RE) SIGNIFICAÇÃO DA ESCOLA POR ALUNOS INDÍGENAS

Autores

  • Solange Rodrigues da Silva UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS- Bolsista FUNDECT.
  • Adriano Michel Helfesntein Universidade Federal do Amapá - UNIFAP - Campus de Oiapoque.

DOI:

https://doi.org/10.48075/geoq.v11i2.17996

Palavras-chave:

Paisagem, Território, Escolas Indígenas.

Resumo


O presente trabalho tem por objetivo central, refletir sobre as categorias Paisagem e Território no contexto de atividades realizadas em aulas de Geografia em escolas indígenas, tendo como referência desenhos elaborados por alunos do 9º Ano da Escola Municipal Indígena Araporã, localizada na Reserva Indígena de Dourados (MS). Buscando (re) significar ou dar sentido aos conceitos relacionados às ideias de paisagem e território, procuramos dialogar com as ideias de Santos (2007) em articulação com pesquisadores que têm dedicado seus estudos à educação escolar indígena. O exercício se deu no sentido de pensar as categorias paisagem e território enquanto movimento que fazemos com nosso pensamento e que nos permite transformar paisagens em territórios. A paisagem foi pensada enquanto a própria escola que expressa o primeiro contato dos alunos indígenas com a educação escolar indígena proposta e construída por signos e significados, que não condizem com o tekoyma, modo de vida tradicional Guarani/Kaiowá. Ao inserir elementos repletos de significados ao seu modo de vida, esses alunos conseguem reconhecer a territorialidade da paisagem, estabelecendo um sentido ao conjunto de significados existentes, estabelecendo assim, uma ordem ao território.

 

Biografia do Autor

Solange Rodrigues da Silva, UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS- Bolsista FUNDECT.

Possui Graduação em Geografia (Licenciatura Plena) pela Universidade Federal da Grande Dourados UFGD (2010). Mestrado em Geografia pela mesma instituição (2013). Atualmente é Doutoranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Geografia da Universidade Federal da Grande Dourados - BOLSISTA FUNDECT. Tem experiência na área de Geografia, atuando principalmente no seguinte tema: Geografia escolar indígena; educação ambiental; escolas indígenas;

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Adriano Michel Helfesntein, Universidade Federal do Amapá - UNIFAP - Campus de Oiapoque.

Doutorando pela Universidade Federal de Goiás em modalidade DINTER - UFG/UNIFAP. Atualmente é Professor do curso de licenciatura em Geografia da Universidade Federal do Amapá - UNIFAP - Campus de Oiapoque.

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Publicado

24-10-2018

Como Citar

RODRIGUES DA SILVA, S.; HELFESNTEIN, A. M. DA PAISAGEM AO TERRITÓRIO: A (RE) SIGNIFICAÇÃO DA ESCOLA POR ALUNOS INDÍGENAS. Geografia em Questão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2018. DOI: 10.48075/geoq.v11i2.17996. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/geoemquestao/article/view/17996. Acesso em: 30 jun. 2022.

Edição

Seção

Artigos