O SABER-FAZER DOCENTE A CONTRAPELO DA MEDICALIZAÇÃO DO MAL-ESTAR NA EDUCAÇÃO
DOI :
https://doi.org/10.48075/d6tfw040Mots-clés :
Psicanálise, Educação, Mal-estar, Medicalização, Saber-fazer docenteRésumé
Os estudantes que diferem do padrão esperado na escola costumam ser encaminhados para serviços médicos e psicológicos, tornando-se potenciais portadores de diagnósticos. Desconsiderando que o percurso escolar de crianças e adolescentes tende a ser inconstante, as instituições educativas buscam resolver fora do contexto escolar as dificuldades evidenciadas no processo educacional. Diante de estudantes destoantes, os educadores encontram uma forma de aplacar o mal-estar produzido, apontando para uma possível disfunção individual do aluno. A partir dessa perspectiva, este artigo aborda a escuta de professores durante o contexto pandêmico, ocorrida no retorno às aulas presenciais. É resultante de uma pesquisa-intervenção realizada junto a educadores, por meio de rodas de conversas, ocorridas ao longo do ano de 2022, na modalidade presencial e virtual. A partir do diálogo entre a Psicanálise e a Educação, este artigo problematiza o lugar que enlaça a medicalização e a educação. Considerando o contexto pandêmico, propõe que o saber-fazer docente pode fazer frente ao processo de medicalização que invade a escola, apontado uma saída diante do mal-estar, indagando a relação hegemônica que se estabelece entre educação e medicalização.
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Merci de créditer les auteurs lors de toute citation : Larissa Costa Beber Scherer, Cristiana Carneiro (2026)

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