A temperatura de superfície terrestre e o processo de urbanização de Ponta Grossa- PR entre 1992 e 2022: um estudo de caso em quatro áreas com implementação de novos loteamentos
DOI:
https://doi.org/10.48075/y7d3w687Keywords:
Clima Urbano; Mudança Climática; Emergência Climática; Temperatura de superfície terrestre – TST; Urbanização.Abstract
Este trabalho analisou a relação entre o processo de urbanização e a variação da Temperatura de Superfície Terrestre (TST) em Ponta Grossa (PR), considerando quatro áreas que passaram por intensa transformação entre 1992 e 2022. O estudo utilizou técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto com imagens Landsat 5 e 8 processadas no QGIS, permitindo gerar mapas RGB, mapas de TST e perfis térmicos para verão e inverno. Os resultados indicaram aumento médio de 12°C na TST ao longo das três últimas décadas, associado principalmente à substituição da vegetação e de áreas de cultivo por superfícies impermeáveis, como pavimentação, edificações e loteamentos residenciais. As áreas dos bairros Contorno e Cará-Cará apresentaram as maiores temperaturas em 2022, resultado da intensa expansão urbana e do predomínio de materiais que acumulam calor. Nos bairros Neves e Boa Vista, embora a urbanização seja mais recente, também foram identificadas elevações térmicas significativas, indicando a formação de microclimas mais quentes. Conclui-se que a urbanização modificou o comportamento térmico da superfície em Ponta Grossa, evidenciando alterações climáticas locais e reforçando que a população já vivencia condições compatíveis com um cenário de emergência climática.
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