A filosofia da diferença e o processo de aprendência

Rizoma, níveis do conhecimento e situações de aprendência

Autores

  • Beatriz Helena Dal Molin Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Resumo

O termo “Situação de Aprendência” (SIA) é relativamente recente e menos comum em comparação a “situação de aprendizagem”. Embora tal conceito ainda não seja amplamente difundido, tem aparecido em discussões educacionais que focam em uma perspectiva mais ativa, em que o aprendente ou estudante constrói conhecimento de forma mais autônoma, reflexiva e participativa. Desde a minha leitura, em 1982, da obra “Filosofia da Práxis” (1977), de Adolfo S. Vázquez, venho tentando associar os conceitos apresentados pelo autor a outras leituras que fiz de Gilles Deleuze e Félix Guattari e, mais tarde, de Hugo Assmann, voltadas a elaborar linhas que ajudem a materializar o caminho para a aprendência e a produção do conhecimento. Para que eu pudesse elaborar uma via de possibilidades de levar o estudante à produção do conhecimento, fui incorporando alguns autores, entre eles, Basarab Nicolescu – e suas colocações sobre transdisciplinaridade e transversalidade – e Michel Serres, para o qual o aprimoramento dos meios tecnológicos de informação e comunicação, na travessia do XX para o XXI, aponta para o fato de que, muitas vezes, as informações se tornem determinantes em nossas profissões. As inquietações provocadas pelas leituras e experiências vividas, além de minha paixão deleuze-guattariana, levaram-me a tentar a elaboração de uma via conceitual e ativa que pudesse levar os estudantes à produção de conhecimentos e não ao mero decalque do que a humanidade tem produzido. Assim, neste artigo, apresento a tentativa de elaboração de um conceito de Situação de Aprendência (SIA), com a finalidade de que o processo de aprendência esteja amalgamado a uma participação mais ativa e intensa dos estudantes no seu processo de estudos e de produção de novos conhecimentos, trazendo os necessários efeitos que acrescentem algo novo ao estudante, à comunidade escolar e ao entorno social de cada estudante.

Biografia do Autor

Beatriz Helena Dal Molin, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Graduação em Letras- Francês (1977), Mestrado em Linguística na área de Análise do Discurso pela Universidade Federal de Santa Catarina (1994). Doutorado em Engenharia de Produção na área de Mídia e Conhecimento, pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003). Pós-doutorado no Programa de Engenharia e Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Professora do Programa de Mestrado e Doutorado em Letras/ Linguagem e Sociedade da Universidade Estadual do Oeste do Paraná/UNIOESTE, atuando principalmente nos seguintes temas: Tecnologia e Aprendência, comunicação, semiótica e conhecimento, e leitura e hipertexto, Tecnologia em Sala de Aula e na modalidade de Educação a Distância. Ministra cursos para professores-autores e professores formadores para a modalidade de Educação a Distância desde 2000. Participa do Grupo de Pesquisa PCEADis/CNPq/ UFSC). É membro dos Grupos de Pesquisa Linguagem: Práticas Linguísticas, Culturais e de Ensino; Confluências da Ficção, História e Memória na Literatura e nas Diversas Linguagens, na linha de pesquisa Linguagens em Contextos inclusivos e idiossincráticos (UNIOESTE). Dedica-se à formação de professores e o emprego da Tecnologia Digital ao Estudo da melhoria para a modalidade de Educação a Distância ou Educação Aberta, Metodologias Ativas e Tecnologia e Ensino Híbrido. Está coordenadora da UAB/ NEaDUNI/ UNIOESTE, desde 2013. Última portaria Coordenadora Geral do NEADUNI/Unioeste/UAB Portaria 3975/2023-GRE.

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Publicado

03-03-2026

Edição

Seção

Dossiê – Educação a Distância: Apontando Horizontes para a Formação, Inclusão e Inovação