A filosofia da diferença e o processo de aprendência
Rizoma, níveis do conhecimento e situações de aprendência
Abstract
O termo “Situação de Aprendência” (SIA) é relativamente recente e menos comum em comparação a “situação de aprendizagem”. Embora tal conceito ainda não seja amplamente difundido, tem aparecido em discussões educacionais que focam em uma perspectiva mais ativa, em que o aprendente ou estudante constrói conhecimento de forma mais autônoma, reflexiva e participativa. Desde a minha leitura, em 1982, da obra “Filosofia da Práxis” (1977), de Adolfo S. Vázquez, venho tentando associar os conceitos apresentados pelo autor a outras leituras que fiz de Gilles Deleuze e Félix Guattari e, mais tarde, de Hugo Assmann, voltadas a elaborar linhas que ajudem a materializar o caminho para a aprendência e a produção do conhecimento. Para que eu pudesse elaborar uma via de possibilidades de levar o estudante à produção do conhecimento, fui incorporando alguns autores, entre eles, Basarab Nicolescu – e suas colocações sobre transdisciplinaridade e transversalidade – e Michel Serres, para o qual o aprimoramento dos meios tecnológicos de informação e comunicação, na travessia do XX para o XXI, aponta para o fato de que, muitas vezes, as informações se tornem determinantes em nossas profissões. As inquietações provocadas pelas leituras e experiências vividas, além de minha paixão deleuze-guattariana, levaram-me a tentar a elaboração de uma via conceitual e ativa que pudesse levar os estudantes à produção de conhecimentos e não ao mero decalque do que a humanidade tem produzido. Assim, neste artigo, apresento a tentativa de elaboração de um conceito de Situação de Aprendência (SIA), com a finalidade de que o processo de aprendência esteja amalgamado a uma participação mais ativa e intensa dos estudantes no seu processo de estudos e de produção de novos conhecimentos, trazendo os necessários efeitos que acrescentem algo novo ao estudante, à comunidade escolar e ao entorno social de cada estudante.
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