A representação dos campos de concentração e a higienização urbana de Fortaleza em O Quinze
DOI:
https://doi.org/10.48075/rlhm.v22i39.34809Resumen
A pesquisa em tela objetiva abordar o romance O Quinze (1930), da escritora Rachel de Queiroz, sob o viés historiográfico, discutindo as consequências da seca na região Nordeste e os problemas provocados na população sertaneja. Além desse aspecto, este artigo analisa também a relação entre tradição e modernidade representada, principalmente, pelas personagens Conceição e Vicente, simbolizando os dilemas vivenciados pela população nordestina no período em que a obra foi publicada, bem como os campos de concentração criados em locais estratégicos para barrar a população flagelada que buscava melhores condições de vida nas capitais. O corpus em questão foi o primeiro romance publicado por Rachel de Queiroz e ganhou bastante notoriedade, tendo em vista o teor regionalista e social do seu enredo ao retratar a seca de 1915 que assolou a região Nordeste. Com linguagem simples e coloquial, O Quinze (1930) retrata a migração do casal Chico Bento e Cordulina em busca de melhores condições de vida e o desmonte das famílias em decorrência da estiagem. A história se passa em Quixadá, sertão central do Ceará, e é dividida em 26 capítulos. O estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica, constituído principalmente de livros e artigos de periódicos voltados para essa temática. Como aporte teórico, utilizaremos Candido (1975), Albuquerque Júnior (2006), Travassos (2011), Pinsky (2015), Arendt (2014), Burke (1991), dentre outros.
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