A identidade feminina em The magic toyshop: estudos de gênero no texto e na tela
DOI:
https://doi.org/10.48075/rlhm.v6i7.4414Palabras clave:
Angela Carter, literatura inglesa, cinema, estudos de gênero.Resumen
Além de produzir uma vasta obra literária, Angela Carter (1940-1992) participou da produção do roteiro para dois filmes baseados em seus escritos, a saber, The Company of Wolves e The Magic Toyshop. Seja por meio da influência exercida pelo cinema ao longo de sua vida ou pelo próprio estilo de sua escrita, a relação da autora inglesa com a sétima arte é visível. Considerando a importância das significações nas obras literárias, este trabalho propõe um estudo comparativo entre a obra The Magic Toyshop (1967) e o filme homônimo baseado no romance, dirigido por David Wheatley e produzido pela Granada Television, em 1987. Tendo como base a concepção de Tania Carvalhal sobre intertextualidade e teorias fílmicas, nosso foco é o estudo de gênero, uma vez que a ideologia nele presente está inscrita, representada e reproduzida em todas as práticas culturais, dentre elas, a literatura e o cinema. A construção das personagens em ambos os casos, em especial das personagens femininas, é permeada por significações que, além de aproximar o filme da caracterização carteriana, contribui para expressar a crítica sugerida na obra em suas entrelinhas, ou seja, a denúncia ao patriarcado e a possível ruptura com seus valores. Contudo, dada a diferente natureza das obras, é necessário ressaltar que a presente comparação não pretende realizar uma análise a fim de estabelecer total identificação entre o filme e o romance, mas uma relação de aproximação e distanciamento entre ambos, observando como se dá a construção desse diálogo.
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