Avaliar para formar: o papel do exame clínico objetivo estruturado (OSCE) no internato médico sob a perspectiva discente
DOI:
https://doi.org/10.48075/cvv8mr85Resumen
Introdução: A avaliação clínica é componente central da formação médica. O Exame Clínico Objetivo Estruturado (OSCE) tem sido amplamente utilizado por sua padronização, porém sua efetividade depende de aspectos operacionais e de sua integração com a avaliação contínua no cenário real de prática. Este estudo analisou os processos avaliativos do OSCE e a percepção discente sobre sua aplicação no internato médico. Método: Estudo quali-quantitativo, transversal e analítico, realizado em 2025 com internos do 5º ano de uma universidade do Sul do Brasil. Participaram estudantes dos rodízios de Emergências Clínicas, Emergências Cirúrgicas e Saúde de Família I. Dos 43 elegíveis, 27 responderam integralmente aos instrumentos. Após o OSCE, aplicou-se questionário de caracterização, instrumento de avaliação do OSCE e questionário qualitativo semiestruturado. A análise quantitativa foi descritiva e a qualitativa seguiu análise de conteúdo temática segundo Bardin. Resultados: Predominaram estudantes de 18-25 anos (63,0%), do sexo masculino (51,9%) e de cor/raça branca (70,4%). A maioria considerou o aprendizado do internato insuficiente para a prática (59,3%) e relatou necessidade de curso preparatório para residência (85,2%). O OSCE foi avaliado positivamente quanto à organização (55,6%), recursos (74,1%), representatividade dos cenários (66,7%) e feedback (59,3%). O principal ponto crítico foi o tempo das estações, com maior discordância (22,2%) e discordância parcial (14,8%). A análise qualitativa reforçou a percepção de justiça e alinhamento com a prática, destacando o tempo como limitação recorrente. Conclusão: O OSCE foi bem aceito, mas requer aprimoramentos operacionais, especialmente quanto ao tempo, e maior integração com a avaliação contínua no internato.
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