Dossiês Temáticos - 2026/2027
DOSSIÊS TEMÁTICOS - 2026/2027
Dossiê “Arte, Diversidade e Inclusão” (v. 20, n. 2, maio/ago. 2026)
Organização: Adriana Rodrigues Suarez (UEPG), Ana Luiza Ruschel Nunes (UEPG) e Nelson Silva Junior (UEPG)
Submissão: de 19/01/2026 a 15/03/2026
Diretrizes para autores: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/about/submissions
Sobre a proposta: A proposta deste dossiê é reunir reflexões, pesquisas e experiências que problematizem os impactos e desafios contemporâneos relacionados às interfaces entre Arte e Inclusão, em suas múltiplas dimensões. Acreditamos que a produção acadêmica e artística pode desempenhar papel fundamental na construção de sociedades mais justas, plurais e equitativas, sendo este um espaço privilegiado para promover diálogos interdisciplinares. As submissões podem contemplar uma ampla gama de abordagens, incluindo, mas não se limitando, a discussões sobre: diversidade cultural e processos de inclusão; questões de gênero e raça; anticapacitismo e acessibilidade; classe social e desigualdades estruturais; experiências e reflexões sobre populações LGBTQIAPN+; feminismo e práticas emancipatórias; Educação Especial em suas diversas determinações; relações entre saúde mental, arte e inclusão; Inclusão digital e seus impactos nas práticas artísticas e educativas. O objetivo deste dossiê é aprofundar o conhecimento sobre a temática, apresentar pesquisas inéditas, estimular a produção científica e fomentar debates críticos, valorizando especialmente perspectivas interseccionais, críticas e decoloniais. Convidamos a comunidade acadêmica a contribuir com artigos que ampliem o debate e fortaleçam a relevância social e cultural das práticas inclusivas no campo das Artes.
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Dossiê “Ficção, ética, biopolítica e controle do imaginário: leituras de Milton Hatoum” (v. 20, n. 3, set./dez. 2026)
Organização: Juciane dos Santos Cavalheiro (UEA) e Norival Bottos Júnior (UFAM)
Submissão: de 02/03/2026 a 31/06/2026
Diretrizes para autores: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/about/submissions
Sobre a proposta: Este dossiê propõe reunir estudos dedicados à obra de Milton Hatoum, cuja escrita busca representar a Amazônia como um espaço complexo de encontros, cisões e confrontos culturais, de diálogos e silenciamentos, de deslocamentos e resistências. Em seus romances, emergem personagens e coletividades marcados por migrações forçadas, memórias fragmentadas, disputas por território e narrativas relegadas ao silêncio – elementos que, para além de seu valor estético e literário, mantêm um diálogo profundo com a noção de vida nua, com as práticas biopolíticas contemporâneas e com os mecanismos de controle e restrição do imaginário social. O pensamento contemporâneo sobre poder, soberania e vida nua encontra em Giorgio Agamben, especialmente no ciclo de obras dedicadas ao tema do Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua, um ponto de inflexão que permite compreender os modos como o Estado e as instituições delimitam quem pode viver e quem pode morrer, bem como as zonas paradoxais entre o indiscernível e o indizível e entre direito e violência. Em diálogo com a teoria de Giorgio Agamben, a biopolítica de Michel Foucault – que investiga a administração dos corpos e a gestão das populações – oferece instrumentos para analisar não apenas os contextos históricos de exceção, mas também as formações discursivas e as amplas redes capilares dos processos cotidianos de exclusão e marginalização. No campo da crítica literária brasileira, Luiz Costa Lima e Benedito Nunes, ao desenvolverem a noção de controle do imaginário, trazem à tona a maneira como as instâncias de poder, por meio de dispositivos discursivos e simbólicos, limitam e regulam a produção e a circulação de narrativas e imagens. A relação entre estética e ética presente em estudos de Antonio Candido e Mikhail permite situar a obra de Hatoum a partir de uma voz narrativa responsável e refratária que, “executando o ato da assinatura-reconhecimento”, assume o seu não-álibi no existir (Bakhtin, 2010, p. 94; 99). Tais perspectivas abrem espaço para refletir sobre como a literatura, em sua autonomia estética e suas dimensões ética e política, tensiona, resiste e reinventa esses mecanismos de controle. Assim, este dossiê propõe reunir estudos que, a partir de abordagens interdisciplinares, investiguem como a literatura de Milton Hatoum pode ser atravessada pelas questões levantadas por Agamben, Bakhtin, Foucault, Antonio Candido, Costa Lima e Benedito Nunes, explorando, entre outros, temas como: biopolítica e violência: o controle dos corpos; controle do imaginário e a construção e repressão das memórias coletivas; formas de vida e vida nua: personagens à margem da lei e da proteção política; relações entre espaço urbano e práticas de exclusão social; relações entre o ético e o estético; representações da soberania e do estado de exceção no contexto amazônico.
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Dossiê “Linguagem, Criação Literária e Artes no contexto das Inteligências Artificiais” (v. 21, n. 1, jan./abr. 2027)
Organização: Acir Dias da Silva (Unioeste) e Higor Miranda Cavalcante (SEED-PR/Unioeste)
Submissão: de 01/07/2026 a 01/11/2026
Diretrizes para autores: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/about/submissions
Sobre a proposta: Este dossiê propõe reunir estudos que investiguem criticamente as transformações da linguagem, da literatura e das artes no contexto das inteligências artificiais, compreendidas não apenas como ferramentas técnicas, mas como dispositivos culturais e epistemológicos que reconfiguram regimes de enunciação, produção de sentido e experiência estética. As mediações algorítmicas tensionam categorias clássicas como autoria, subjetividade, criatividade e responsabilidade ética, exigindo novos enquadramentos teóricos para a análise das práticas simbólicas contemporâneas. O pensamento de Gilles Deleuze e Félix Guattari oferece instrumentos decisivos para compreender os algoritmos como máquinas abstratas e agenciamentos rizomáticos, produtores de fluxos de linguagem, desejo e sentido que escapam à centralidade do sujeito moderno. Em diálogo com essa perspectiva, as reflexões de Yuval Noah Harari problematizam os impactos das inteligências artificiais sobre as narrativas do humano, da cognição e do poder informacional. Contribuições de Walter Benjamin, Vilém Flusser, Gilbert Simondon, Bernard Stiegler e Yuk Hui permitem, ainda, situar as IAs no horizonte das técnicas que reorganizam memória, temporalidade e linguagem. No campo literário e artístico, emergem práticas como a escrita automatizada, as narrativas generativas, a tradução algorítmica e as experiências interartísticas e intermidiáticas, nas quais humano e máquina operam em regimes de coimplicação criativa. Ao articular crítica literária, estudos da linguagem, estética, semiótica e humanidades digitais, o dossiê busca refletir sobre as implicações estéticas, éticas, políticas e epistemológicas das mediações algorítmicas na cultura contemporânea, acolhendo trabalhos que abordem, entre outros temas: linguagem, enunciação e regimes algorítmicos de sentido; autoria, subjetividade e criatividade em contextos de IA; poéticas algorítmicas e narrativas generativas; práticas intermidiáticas e interartísticas; ética, biopolítica e poder algorítmico; memória, arquivo e curadoria na era das inteligências artificiais.
