Mediação multissensorial e o acesso às obras de arte visuais por pessoas cegas
DOI:
https://doi.org/10.48075/rt.v20i2.37091Palavras-chave:
Artes Visuais, Pessoas cegas, Inclusão estética, Recursos multissensoriaisResumo
Ao considerar a inclusão de pessoas cegas na arte, reafirma-se o caráter universal dessa área do conhecimento histórico e cultural da humanidade. Nessa perspectiva, o estudo objetiva discutir o papel de recursos multissensoriais, entre eles, descrição por meio do uso do código braile e de áudio (audiodescrição) e materiais táteis, como instrumentos de mediação cultural na inclusão estética, no acesso à leitura de obras de arte e no protagonismo de pessoas cegas. Fundamentada nos pressupostos da Teoria Histórico-Cultural, a pesquisa investiga como esses recursos atuam como ferramentas mediadoras no desenvolvimento das funções psicológicas superiores e na apropriação do conhecimento artístico. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza básica, conduzida pela pesquisa bibliográfica e documental, por meio da análise de obras de arte adaptadas e de produções autorais de pessoas cegas. Os resultados indicam que a convergência desses recursos supera a acessibilidade técnica, promovendo uma reconfiguração da experiência estética que permite à pessoa cega transitar da posição de espectadora para a de produtora cultural. Conclui-se que a mediação multissensorial é essencial para garantir o direito de acesso à arte, preenchendo uma lacuna acadêmica ao evidenciar que a acessibilidade, quando aliada ao protagonismo, rompe com a exclusão histórica dessas pessoas nos espaços de exposição.
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