Esquecimento e memória em narrativas de sobrevivência
um olhar comparativo entre “Terra Sonâmbula”, de Mia Couto, e “Um homem: Klaus Klump”, de Gonçalo M. Tavares
DOI:
https://doi.org/10.48075/rt.v20i2.37139Palavras-chave:
Memória, Esquecimento, Mia Couto, Gonçalo M. TavaresResumo
Contextos de guerra e morte estão entre os elementos centrais dos romances Terra sonâmbula, de Mia Couto (2007) e Um homem: Klaus Klump, de Gonçalo M. Tavares, (2007) e a aproximação das obras evidencia um contraste quanto à constituição de sobrevivência, a qual pode ser percebida, respectivamente, tanto pela preservação da memória quanto por seu abandono. Como as produções são opostas em tal construção, norteadas pelo papel que a linguagem desempenha para personagens em diferentes contextos de violência, o foco da presente produção é centrado na investigação de como a memória é conduzida e sustentada nas narrativas. A comparação entre as obras é orientada pela perspectiva de uma pesquisa bibliográfica que objetiva interpretar as dimensões que situam tal eixo comparativo e as evidências que seu contraste indica, sendo pautada na teoria literária para trabalhar o diálogo entre as diferentes representações da sobrevivência. Para tal propósito, fundamenta-se o cerne teórico da pesquisa em Literatura comparada, de Carvalhal (2006); Magia e técnica, arte e política de Benjamin (1994); Literatura e sociedade, de Candido (2008); e O narrador pós-moderno, de Santiago (1989). Tal enlace, aplicado à perspectiva comparativa proposta, será encaminhado pela metodologia de pesquisa qualitativa de relacionar a bibliografia necessária para o encaminhamento do objetivo estabelecido no escopo indicado quanto aos romances de Couto e Tavares. Por meio da comparação, foi possível perceber que, em Terra sonâmbula, a conexão pela memória recupera a linguagem como sobrevivência, enquanto em Um homem a invasão move o apagamento pelo silêncio como evitação da morte.
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Referências
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