Dança na diversidade
uma arte para repensar integração comunitária e promover equidade social
DOI:
https://doi.org/10.48075/rt.v20i2.37189Palavras-chave:
dança, diversidade, deficiência, equidade socialResumo
O artigo analisa experiências com a dança que promovem maior acesso a pessoas com deficiência, com o objetivo de tensionar as noções instituídas sobre o que viria a ser a Arte da dança, que pretendem designar quem pode ou não dançar; desmantelar hierarquias sobre o potencial dançante dos corpos/existências; e argumentar que a arte pode ser vetor de integração social da diversidade. O artigo dialoga com um trecho de nossa tese de doutorado sobre a prática de dança e educação da artista Anamaria Fernandes Viana. Além disso, a base teórica do artigo inclui os princípios e a prática da metodologia DanceAbility; a noção de desenho universal exposta na Lei Brasileira de Inclusão da pessoa com deficiência; o conceito de acessibilidade estética de Camila Araújo Alves e Márcia Moraes; e as reflexões críticas da artista Estela Lapponi sobre a noção de inclusão. A metodologia cartográfica foca a processualidade e a pesquisa-intervenção, na qual a experiência do autor compõe a pesquisa; a metodologia também faz uso da análise de narrativas. Concluímos que ao focar na integração da diversidade de corpos-mentes por meio da aplicação do desenho universal, bem como na potencialização que a diversidade proporciona aos processos criativos, as artes promovem formas de imaginar como podemos repensar a integração comunitária para promover maior equidade social.
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