A IMPLANTAÇÃO DE UMA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE MENTAL: DESAFIOS E POTENCIALIDADES DE UM FAZER-ACONTECER
DOI:
https://doi.org/10.48075/vscs.v5i1.21003Palavras-chave:
INTERNATO E RESIDÊNCIA, INTERNATO NÃO MÉDICO, SAÚDE MENTALResumo
Tradicionalmente as Residências Multiprofissionais são realizadas em Instituições de Ensino Superior, porém, trazendo para o contexto de uma Autarquia de Saúde, que por natureza não tem esse caráter, essa tarefa é ainda mais árdua. O objetivo deste estudo foi o de refletir sobre a construção e implantação de uma Residência multiprofissional autogerida, isto é, sem o apoio de uma instituição formadora. O objeto da pesquisa foi acerca das fragilidades e potencialidades da implantação de uma Residência na perspectiva dos residentes. Tratou-se de um estudo qualitativo, em que a técnica de coleta das subjetividades foi a do grupo focal, realizada em setembro de 2018 com seis egressos do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental, que compuseram a primeira turma. Para a análise do material coletado foi utilizada a análise de discurso que considera a interdiscursividade: uma fala individual como carregada de vários sujeitos e de um contexto histórico/ideológico. Os resultados foram agrupados sob quatro categorias: fragilidades administrativas e pedagógicas na implantação do Programa de Residência; Dificuldades relacionadas aos Serviços de Saúde; Dificuldades e potencialidades na formação dos residentes; e Potencialidades da implantação da Residência para o município. Como resultados gerais encontramos: dificuldades na apropriação da metodologia ativa por residentes e preceptores, fragilidade na organização da carga horária, equipe reduzida nos serviços, pouca instrumentalização dos preceptores, fragilidade no planejamento dos serviços, construção de uma postura crítico reflexiva, fortalecimento da saúde mental, busca de conhecimento por parte dos profissionais do campo, e aumento da intersetorialidade.
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