Escritas do “eu”: a crônica machadiana entre a literatura e o jornalismo

Claércio Ivan Schneider

Resumo

Um cronista pode ser definido como testemunha de determinado momento histórico? De que maneiras as impressões e comentários de Machado de Assis caracterizam a transição do discurso literário para o jornalístico? A idéia fundamental deste estudo é considerar a crônica machadiana em sua interface com o momento histórico em que foi produzida, na convicção de que este exercício possibilita analisar a diversidade de sensibilidades e de percepções impressas na leitura do homem moderno. O cronista é definido não como alguém que escreve seus textos como “pura” atividade estética, mas que faz deste gênero uma forma de comunicação política com o leitor. A reflexão histórica se torna possível, portanto, desde que se considere o cronista em sua dimensão política, ou seja, como um sujeito que lida, politicamente, com a sensibilidade do leitor.

Texto completo:

PDF