A ESTRUTURA PERFORMÁTICA E OS CONTOS RODRIGUEANOS: UMA TRANÇA CULTURAL

Patricia Barth Radaelli

Resumo

Este artigo apresenta o recorte de uma pesquisa, realizada num Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, sobre a obra de Nelson Rodrigues, com enfoque para as ressonâncias sociais e culturais que se depreendem da obra ficcional desse autor, que, com um itinerário latente, produziu mais de dois mil textos, durante cinco décadas, num trânsito entre gêneros textuais. Neste recorte da pesquisa, evidenciou-se a criação e a recriação de textos emoldurados por temáticas sobre relacionamentos amorosos, traição e morte, cingidas de aspectos trágicos e míticos, com vistas à análise de uma escrita performática. Figuram, para a análise, contos da obra rodrigueana A vida como ela é... (de 1961, com nova publicação em 2012), com evidência para o modo como Nelson Rodrigues registra e reflete o cotidiano de seu tempo e as problemáticas humanas. O estudo dos elementos estruturais e estéticos, presentes nos contos, deu-se a partir de uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e com a base metodológica amparada em análises da literatura comparada, com os seguintes objetivos: desvendar os efeitos expressivos desses projetos ficcionais e analisar como essas composições, ao dialogarem com outros textos, refletem essa escritura denominada como performática. Como fonte teórica, estão explicitadas as contribuições Bakhtin (2002), Nora (1993), Maciel (2003), Cohen (2013), Glusberg (2013) e Zumthor (2014), dentre outros pesquisadores sobre os estudos da performance.

Palavras-chave

Nelson Rodrigues, Contos, Escritura performática.

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