Da história à ficção - Inés del Alma Mía (2006) - narrativa de conquistas históricas e pessoais

Marilene Canello

Resumo

Diferentes culturas, diferentes civilizações, mundos antagônicos misturaram suas histórias, envolvidas em muita luta, crueldade e dominação. Este díspar universo histórico é ficcionalizado e representado, no decorrer das trezentas e sessenta e seis páginas do romance Inés del Alma Mía (2006). Principalmente no que se refere às mulheres, aos índios e aos negros, aspectos sempre muito recorrentes nas obras de Isabel Allende. O texto nos permite várias leituras, sejam elas sociológicas ou históricas. Narradora e personagem, Inés Suárez (1507 - 1580), espanhola, nascida em Plasencia, que viaja ao Novo Mundo em 1537, onde participa da conquista do Chile e da fundação da cidade de Santiago, narra quase sempre em primeira pessoa,
relata a vida de uma mulher que rompe com todas as normas estabelecidas em sua época, tanto no mundo Europeu quanto no Novo Mundo. Ao relatar sua vida pessoal, encadeia em suas
narrações fatos históricos, ora em ordem cronológica, ora conforme a seleção de sua memória, organizada e dirigida por seus afetos. O estilo de uma retórica persuasiva, com marcante capacidade de expressão, se manifesta em uma linguagem dinâmica, se entrecruzam descrições e narrativas, intercaladas por diálogos em estilo direto. Sensibilidade e sensualidade parecem ser as evidências impregnadas no texto.

Palavras-chave

Inés del alma mía (2006), Isabel Allende, romance histórico

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