Memória e infância em "Memórias inventadas" de Manoel de Barros

Ana Claudia Duarte Mendes

Resumo

Manoel de Barros inicia a publicação de sua autobiografia em 2003, o primeiro livro de poemas é intitulado Memórias Inventadas: a Infância. Seguem a publicação de mais dois livros: Memórias Inventadas: a Segunda Infância (2006) e Memórias Inventadas: a Terceira Infância (2008) . Nosso objetivo é iniciar um percurso de leitura do universo poético representado nesta série de três livros, a partir da análise de um de seus poemas de abertura. A escolha do texto deuse pela da percepção de que o texto contém uma apresentação do poeta, com elementos ligados à memória e à infância. O recorte parte das imagens que percorrem as veredas da memória e que nos colocam, até pelo título: memórias inventadas, diante do trabalho com a linguagem, que conferem peculiaridade à obra do poeta. A construção de sentido passa por seguir as pistas deixadas nos textos, que subvertem a ordem do discurso, a (des) construção é feita por meio da criação de imagens, pela sugestão de suas memórias , que são inventadas, indiciando, a  partir desse pressuposto, uma estratégia de leitura, um caminho a ser percorrido por seu leitor. Que será um desafio, como indicia a epígrafe inicial, que funciona quase como um mote: tudo o que não invento é falso. Estamos diante de um texto poético que narra e inventa a infância, apresenta um universo que revela o homem.

Palavras-chave

memória; infância; imagem; poesia; Manoel de Barros

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