Diálogos: teatro e cinema na peça-filme Dogville, de Lars Von Trier

Julie Fank, José Carlos da Costa

Resumo

O cinema contemporâneo utiliza, na composição de sua narrativa, estratégias diversas
que definem a necessidade de que o seu estudo seja pautado nos pressupostos do
comparatismo, entre outros. Apropriando-se do tempo e emprestando do teatro uma forma de
pará-lo, para constituir também no espectador um novo sujeito, o cineasta Lars Von Trier, no filme
Dogville (2003), subverte a apresentação do espaço, utilizando estruturas próprias do teatro
que modificam também a percepção do tempo. Sob a ótica dos estudos comparados, o presente
trabalho verifica como Lars Von Trier, em Dogville, trabalha elementos do teatro e da literatura
para subverter as questões relativas ao espaço, o que suscita a “desconstrução” de caráter de seus
personagens e a “construção” de espectadores de quem se requer sejam efetivamente “sujeitos”.

Palavras-chave

Dogville, Lars Von Trier, cinema e teatro.

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