A escrita de si na formação acadêmica e a possibilidade de inventariar-se em memórias-histórias de vida

José Kuiava, Jamil Cabral Siera, Juslaine de Fátima Nogueira Wiacek

Resumo

Diferentemente dos trabalhos mais usuais e tradicionais de textos acadêmicos, a nossa
aposta é numa escrita memorialística, chamada por nós de “Inventário da Produção Acadêmica”, na
qual os estudantes são motivados a se perceberem como sujeitos do processo histórico pelo
resgate/constituição da representação de si pela palavra escrita, possível pela imagem e memória
que se expressam no “escrever a vida”. Nessa proposição do Inventário, as histórias de vida, na forma
de autobiografias de estudantes, contribuem como ação, pergunta, metodologia e instrumento de
pesquisa – e singularmente como uma experiência de escrita – no processo de formação acadêmica,
esfumaçando, assim, as fronteiras entre pesquisa científica e autobiografia. Desse modo, o inventário
de si entretece a narrativa da vida dos estudantes às abordagens da experiência acadêmica sobre
o projeto do curso e sobre as condições e modos em que foram desenvolvidos os estudos. Isso
implica a análise das disciplinas, dos campos do conhecimento abordados, do caráter e sentido da
interdisciplinaridade, da forma de ensino, dos métodos de pesquisa, do caráter das práticas pedagógicas,
dos percursos intelectuais, dos campos de atuação profissional, das práticas de leitura, ou
seja, das diferentes formas de desenvolvimento do curso e da trajetória acadêmica dos estudantes.

Palavras-chave

Autobiografias; Inventário da Produção Acadêmica; Formação.

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