Novelas socializadoras para educar al soberano

Hebe Beatriz Molina

Resumo

Os jovens da Geração argentina de 1837, liderados por Esteban Echeverría, propõemse
a conseguir a independência cultural, o que implica na argentinização das práticas sociais,
entre outros fatores. No âmbito literário, primeiro procuram fazê-lo por meio do artigo de
costumes; logo após, pelo romance. Os próprios autores (principalmente Vicente Fidel López,
Bartolomé Mitre y Ángel Julio Blanco) justificam sua escolha do gênero romanesco como instrumento
formativo, propondo uma teoria literária básica, segundo a qual a moralidade e a verossimilhança
são características essenciais de todo romance, tanto o histórico como o sentimental e
o de costumes. Para que o relato ficcional se converta em modelo de vida, os romancistas
pretendem que seus textos sejam um “espelho” no qual se reflita a sociedade tal qual é, mas este
espelho não é plano (objetivo e verídico), porém côncavo pois, mesmo quando mostra a realidade
com certo realismo, é subjetivo e idealizador. Neste artigo revisaremos a poética do romance que
configura estes escritores, particulamente no que se refere ao modo como o discurso romanesco
“reflete” a sociedade e propõe a axiologia ideal que deveria regular as prácticas sociais da nova
nação.

Palavras-chave

Romance argentino; romance de costumes; Vicente Fidel López; Bartolomé Mitre; Ángel Julio Blanco.

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