“Quien habla es otra(o)": el anverso y el envés de la historia paraguaya en "Madejas de Clío" (2007) de Gloria Muñoz Yegros

Lilibeth Zambrano

Resumo

O libro de contos Madejas de Clío (2007), da escritora paraguaia Gloria Muñoz
Yegros, revela as lacunas deixadas pela história convencional. O discurso dos setores hegemônicos
nunca manifestou, como jamais o fará, a visão, a sensibilidade, as motivações e nem as circunstâncias
do desemparo, da exploração y marginalização dos setores sociais desprotegidos do Paraguai.
O texto de Muñoz Yegros converte-se, nesse sentido, em uma proposta narrativa alternativa, por
meio da qual se concede a palavra aos que a história oficial negou o direito à expressão da voz. O
livro de Muñoz apresenta-se para nós como uma prática escritural alternativa, a qual se empenha
em romper com os moldes culturais homogêneos da literatura hegemônica. A autora paraguaia
põe de manifesto, de forma direta, as vozes dos que fazem parte da história subalterna. Madejas
de Clío dá conta dos rastros que deixaram as vozes dos deslocados e silenciados, marcando os
seus modos de resistência e assinalando os pontos “álgidos” da história paraguaia.

Palavras-chave

Literatura paraguaia, história paraguaia, Madejas de Clío, Gloria Muñoz Yegros, velamentos, desvelamentos, lacunas da história oficial

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