A MEMÓRIA EM BORGES: UMA ANÁLISE DOS CONTOS FUNES, O MEMORIOSO E A BIBLIOTECA DE BABEL

Marlise Buchweitz Klug

Resumo

No presente trabalho buscar-se-á analisar a questão da memória do homem versus a dos livros, de modo a debater a questão de que a literatura é feita de memória – de um ser, de um povo, de uma língua, de uma cultura, enfim, a memória é responsável pelo desencadeamento dos registros dos livros: cada indivíduo contribui do seu lugar, do seu tempo, para o conjunto de obras formado por palavras, textos, registros. A esse conjunto de memória – livros, mapas, revistas, papéis escritos etc. – Borges intitula de Biblioteca de Babel. Dessa forma, pensando na importância da memória no processo de registro, procura-se focar a presente análise em dois contos de Jorge Luís Borges que trazem o tema de forma bastante explícita, os quais sejam Funes, o Memorioso e A Biblioteca de Babel. Também, textos de alguns outros autores de diferentes campos do saber – cujas críticas teóricas vão de encontro ao tema da memória, da leitura e dos registros – contribuirão para desenvolver o ponto de vista pretendido, o de que nossa memória – a humana – é bastante peculiar e simples perante a memória dos livros, de tal forma que é necessário deixar a estes o arquivamento daquela para que não sobrecarreguemos nossa mente com coisas inúteis, diga-se assim.

Palavras-chave

Memória. Jorge Luís Borges. Literatura. Registro.

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