A INCIDÊNCIA DE REINTERNAÇÕES ENTRE PREMATUROS DE MUITO BAIXO PESO E SUAS ASSOCIAÇÕES

Thaís Ramos da Silva, Edilaine Giovanini Rossetto, Sarah Nancy Deggau Hegeto de Souza, Juliane Ayres Baena

Resumo

Este estudo investigou o tipo de alimentação e os fatores sociodemográficos associados com o evento da reinternação em prematuros nascidos com muito baixo peso em um hospital universitário. Estudo quantitativo e longitudinal. Os dados foram coletados nas fichas ao longo de dois anos de atendimento com seguimento ambulatorial até um ano de vida desses prematuros. Dos 61 bebês estudados 44,3% foram reinternados pelo menos uma vez no seu primeiro ano de vida, sendo 88,8% antes dos seis meses de vida. Na ocasião da reinternação, 88,9% destes prematuros já tinham sido desmamados e somente três bebês que ainda estavam em Aleitamento Materno (AM) precisaram de reinternação, apresentando o aleitamento materno com um efeito protetor para reinternação nos primeiros seis meses de vida com associação estatisticamente significante (p=0,046). A baixa renda familiar, procedência e tempo de internação maior que 60 dias apresentaram associação com o evento de reinternação. Dos diagnósticos de reinternação, 55,5% estavam relacionados com problemas respiratórios. Esses dados evidenciam a importância do AM para recém-nascidos prematuros relacionada à diminuição de incidência de reinternações, melhorando a qualidade de vida desses lactentes e sua família. Além disso, essa pesquisa revelou para os profissionais que trabalham com recém-nascidos prematuros e suas famílias a atenção especial necessária para estes em relação ao incentivo e promoção do AM. 

Palavras-chave

Prematuro, aleitamento materno, recém-nascido de muito baixo peso

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