HANNAH ARENDT E AS CONDIÇÕES ESSENCIAIS AO TOTALITARISMO: A SOCIEDADE DE MASSA E O TERROR

Autores

  • Douglas Antônio Fedel Zorzo

DOI:

https://doi.org/10.48075/ra.v4i2.15067

Palavras-chave:

Totalitarismo, Sociedade de massa, Terror

Resumo


Os regimes totalitários são uma marca indelével de nosso tempo. A ascensão dos totalitarismos e o modo por meio do qual esses sistemas puderam se solidificar enquanto formas de governo levantam uma série de questionamentos acerca das relações políticas e de poder. Nesse sentido, o alvorecer do totalitarismo e a cooptação dos indivíduos ao redor dos propósitos desses governos revela-se como um solo fecundo para uma investigação. O intuito do artigo aqui apresentado é tentar explorar, através do pensamento da filósofa alemã Hannah Arendt, duas condições essenciais para o surgimento e a manutenção desses totalitarismos: a sociedade de massa e a operacionalidade do terror. Para isso, em primeiro lugar, buscamos descrever, mesmo que resumidamente, a sociedade de massa e o modo através do qual ela constitui a base para o princípio dos sistemas totalitários. Isto é, como a transformação da sociedade de classes em uma sociedade de massa é o aspecto societário primeiro para esse alvorecer. Em segundo lugar, visamos delinear o lugar que o elemento do terror ocupa para a estruturação desses regimes e como opera para solidificá-los; ou seja, apresentar a função essencial do terror no processo de cooptação da massa.

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Publicado

16-03-2017

Como Citar

FEDEL ZORZO, D. A. HANNAH ARENDT E AS CONDIÇÕES ESSENCIAIS AO TOTALITARISMO: A SOCIEDADE DE MASSA E O TERROR. Alamedas, [S. l.], v. 4, n. 2, 2017. DOI: 10.48075/ra.v4i2.15067. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/alamedas/article/view/15067. Acesso em: 17 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos e Ensaios